O quarteto mídia, judiciário, legislativo e empresariado (que juntos formam o mercado defendendo apenas seus próprios interesses) não acreditava no êxito da classe trabalhadora, quando ela criou um partido político. Naquele momento não se acreditava que seria possível que um partido de trabalhadores pudesse chegar ao topo do poder no Brasil. Mas chegou.
Em 15 anos, esse quarteto acreditava ter consolidado a democracia ao seu jeito, uma pseudodemocracia, que defende não o interesse da maioria, mas de uma casta social. Diante do enfrentamento com o governo de trabalhadores e na impossibilidade de vencê-lo dentro do processo democrático, partiu para um golpe em plena democracia. E está dando certo.
No último dia 17 de abril, aprovaram o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Os trabalhadores que estavam em Brasília, em frente ao Congresso, poderiam ter partido para uma ação mais radical, como a ocupação da Câmara, por exemplo. Mas preferiram acreditar na democracia. Pode ter sido um erro.
No próximo dia 11, o caso passa a ser votado no Senado, onde uma iminente derrota se anuncia. Vão novamente os trabalhadores continuar de braços cruzados, esperando que o governo seja novamente tomado por forças que tanto lutamos para tirar do comando?
Ou a classe trabalhadora toma uma atitude verdadeiramente radical, para tentar evitar o golpe e mostrar a força que o povo têm, ou vai ter de aguardar outra ocasião, que pode demorar décadas para acontecer novamente ou nunca mais acontecer.
Se o golpe for consolidado, será necessário recorrer à luta Armanda? Por isso, o momento de agir é agora, uma Greve Geral deve ser deflagrada no País. Sem produzir o trabalhador vai realmente incomodar a direita que se espreita pela tomada do poder. Não se deve duvidar da capacidade de mobilização da classe trabalhadora. Se é para se finalmente buscar a ditadura proletária, que seja agora, ou será tarde demais.
Acorda, trabalhador!

