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Guerra de nervos

Informação, contra-informação, chantagem de um lado e de outro, a crise na segurança pública está sendo tratada como se fosse realmente uma guerra. Não é difícil, no movimento político, observar como o governador Paulo Hartung (PMDB) chama as lideranças para o jogo e estabelece um difícil e misterioso jogo de xadrez.

Uma a uma, as lideranças sentam à mesa e acabam sendo engolidas pelas jogada do governador. Até mesmo o ex-governador Renato Casagrande (PSB), que acreditou ter feito uma jogada de mestre ao conseguir um acordo que obrigou o PMDB, e consequentemente Hartung, a apoiá-lo em 2010, na disputa de 2016, tomou um xeque-mate.

A crise na segurança causou um sério estrago à imagem ilibada do governador Paulo Hartung. Mas nunca é prudente decretar sua morte política. Ele tem a capacidade de reverter situações inimagináveis a seu favor. Isso tem se repetido ao longo dos últimos anos. Em nível nacional, Hartung já vem conseguindo se transformar em vítima da situação separando os vilões (a PM) dos mocinhos (o governo), que lutam para salvar a população da “chantagem” impostas pelos motinados.

Seu “ajuste fiscal” tem sido defendido pelos formadores de opinião aliados. Se antes a imprensa corporativa se limitava ao Espírito Santo, agora parece estar ampliada nacionalmente. Isso garantiu tranquilidade nos oito anos de Hartung no Estado e deve amenizar a crise em nível nacional.

Até porque ninguém questiona o fato de Hartung ter comemorado tanto o “superavitizinho” de R$ 40 milhões e agora repetir que não pode dar aumento porque o Estado está em crise. A situação é grave, mas, mesmo assim Hartung já achou um jeito de minimizar estragos. Coloca sua tropa de choque para fazer apelo emocionado pelo retorno dos policiais, ameaça punições pesadas aos policiais e mais uma vez se fecha para a negociação.

Todo mundo conhece a prática de não criar gastos permanentes do governador, fez isso nos seus dois governo anteriores, transformou os vencimentos em subsídios para dar volume aos valores e não recebe servidor para negociar. Pode vir a pagar o preço por isso, mas, enquanto tiver aparelhos midiáticos para reverter a o prejuízo em ganho, seguirá sobrevivendo.

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