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Terça, 26 Janeiro 2021

Guerra dos números

Já dizia um observador político que ninguém torce pelo Madureira, todo mundo quer apostar em time grande, com chance de vencer o campeonato. O mesmo acontece na disputa eleitoral, quando entra em cena a influência das pesquisas eleitorais. Os números podem mudar um cenário, fazendo com que o eleitor rejeite a proposta que considera melhor para “não perder o voto”.



No Estado, a artificialidade numérica causada pelas pesquisas, sobretudo com os dados divulgados pelo Instituto Futura, que trabalha em parceria com o jornal A Gazeta, causa muita polêmica nas disputas municipais. Em 2008, até denúncia de troca de formulários entre os municípios pesquisados houve. Para tentar buscar números menos inconstantes, os candidatos têm recorrido a institutos de fora do Estado.



Em entrevista recentemente a Século Diário, a socióloga Viviane Medeiros alertou para um problema latente no Estado. Para ela, os institutos que trabalham em conjunto com veículos de comunicação não deveriam fazer pesquisas para candidatos.



Diante de tantas reclamações, fica a dúvida sobre o papel da Justiça Eleitoral. Os institutos são obrigados a registrar os levantamentos antes de publicar as pesquisas, mas o rigor acaba aí? Por que não há uma fiscalização sobre o trabalho no campo, a forma de abordagem e os fatores externos que podem influenciar no resultado da pesquisa?



Alguns cientistas políticos defendem o fim das pesquisas no período eleitoral, o que pode ser uma decisão um pouco exagerada, afinal, o levantamento se feito com cuidado e metodologia correta auxilia o eleitor na escolha, sim. Mas é preciso mudar a forma como se faz hoje, principalmente, no Espírito Santo.



Além disso, é preciso haver uma conscientização do eleitor de que número não deve ser determinante para definir o melhor candidato. É preciso haver uma avaliação sobre a melhor proposta para a cidade e não tornar a eleição uma competição numérica.



Fragmentos:



1 – No município de Guaçui, no sul do Estado, a eleição caminha novamente para um resultado que não agrada em nada o filho mais ilustre da terra, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB).



2 – A candidata Vera Costa (PDT), que lidera a disputa, tem o apoio da ex-deputada Fátima Couzi e é ex-mulher do ex-prefeito Luciano Machado. Para piorar, o aliado do ex-governador Luiz Moulin (PSDB) desistiu do pleito.



3 – Chovem reclamações de eleitores abordados por pesquisadores do Instituto Futura. Não por maquiagem, mas por entrevistas logo após a passagem de Hartung com seus candidatos, como teria acontecido em Vila Velha.

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