segunda-feira, março 23, 2026
25.9 C
Vitória
segunda-feira, março 23, 2026
segunda-feira, março 23, 2026

Leia Também:

Hartung e Maia

O processo que antecedeu a votação, na Câmara dos Deputados do pedido para a investigação contra o presidente Michel Temer (PMDB), teve como protagonista o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM). Primeiro na linha de sucessão, caso a Câmara decidisse pelo afastamento de Temer, Maia poderia criar um atalho para chegar à Presidência da República, mas o deputado do DEM sabia que precisava se fortalecer e para isso e procurou lideranças que pudessem compor os quadros do partido, pensando em um projeto futuro. 
 
Além dos dissidentes do PSB, o presidente da Câmara conversou com lideranças que poderiam fortalecer sua musculatura. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e possível presidenciável, foi uma das lideranças procuradas por Maia. Ele também conversou com Paulo Hartung: porque queria o apoio de mais um governador do Sudeste ou porque o governador do Espírito Santo dava sinais de contrariedade ao projeto de Temer. 
 
Hartung correspondeu ao flerte e chegou a ventilar a conversa com o presidente do DEM, o senador Agripino Maia, sinalizando que levaria até três deputados da bancada com ele em uma futura filiação ao partido. Mas o tempo passou, a denúncia contra Temer foi arquivada e Hartung tirou foto ao lado de Tasso Jereissati e Geraldo Alckmin em um flerte com o PSDB. 
 
Isso aconteceu no mesmo dia em que o governador esteve em Brasília para participar de um encontro de economistas com Maia para discutir a conjuntura do País. A princípio se tem a ideia de que o governador pulou de lado assim que viu a oportunidade escorrer por entre os dedos de Maia, mas não é bem assim. Até porque PSDB e DEM são aliados históricos e podem muito bem compartilhar um projeto para o futuro em que Hartung se encaixe tanto em um quanto em outro partido.
 
O governador conversa com as lideranças, observa os melhores caminhos, cultiva as articulações, enquanto tenta retomar a imagem que tinha em nível nacional de grande gestor e de liderança política em ascensão no cenário brasileiro. Imagem que ficou seriamente arranhada com a crise na Polícia Militar no início deste ano. 
 
Cortejando as lideranças nacionais, Hartung trabalha seu projeto local, sempre de olho nas movimentações em Brasília. Quer ser um ator importante nas articulações centrais e, se tudo der errado, pode ser um futuro ministro. Por que não?
 
Fragmentos:
 
1 – O ex-senador boliviano Roger Molina sofreu um grave acidente com um ultraleve, em Goiânia (GO), nesse sábado (12). Molina foi o “resgatado” pelo senador Ricardo Ferraço (PSDB), em 2013, em uma operação que causou um incidente diplomático entre Brasil e Bolívia. 
 
2 – O prefeito de Marechal Floriano, na região serrana, Cacau Lorenzoni (PP), abriu mão do carro oficial e das diárias às quais tem direito para eventos oficiais fora da cidade. A ordem no município é cortar gastos e buscar investimentos.
 
3 – Os prefeitos da Serra, Audifax Barcelos (Rede), e de Viana, Gilson Daniel (Podemos), estão se aproximando bastante. Sob o pretexto de discutir projetos para as cidades, também vão se afinando no projeto político para o próximo ano.

Mais Lidas