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Hartung fica?

Desde o início do ano, a classe política capixaba aguarda uma definição do governador Paulo Hartung sobre seu futuro partidário. Desde a ascensão e desgaste do presidente Michel Temer, Hartung vem falando pelos interlocutores que vai deixar o partido. Mas até agora, nada. Conversou com o PSDB, com o DEM, com a Rede, com o PSD e continua no PMDB. Já tem gente apostando que ele não sai do partido.
 
Parte da imprensa nacional já dá como favas contadas a ida do governador para o DEM. Mas depois que ficou exposta a movimentação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, de tentar atrair o governador para o DEM, em uma queda de braço com Temer, por causa do assédio do presidente aos deputados federais do PSB, Hartung parece não ter gostado de ser um peão no jogo nacional.
 
Além disso, ele tem problemas maiores no PMDB para resolver. A senadora Rose de Freitas, que começou as movimentações para 2018 como adversária preferencial para o governador, hoje é vista como uma grande dor de cabeça. Ninguém sabe o que Rose de Freitas pode conseguir levar à frente seu projeto de disputar o governo do Estado. Hartung tem muito a perder, Rose de Freitas, não. 
 
Se o governador deixar o partido, abre uma vasta avenida para que a parlamentar dispute a eleição, mostrando para o eleitor do interior, sobretudo, que sempre fez muito mais para os municípios do que o governador do Estado. Aí a situação fica difícil. 
 
Como sinalizou descontentamento com o governo federal, Hartung perdeu a capacidade de movimentação em Brasília e nem mesmo o líder da maioria de Temer, o deputado federal Lelo Coimbra, aliado do governador, tem conseguido equilibrar o jogo com Rose de Freitas. Ela tem conseguido atrair investimentos e trazer integrantes do governo federal ao Estado para mostrar engajamento. 
 
A impressão que o governador tenta passar é de que tem o controle total do cenário político e pode tomar uma decisão na hora que quiser. Mas as lideranças começam a perceber que, na verdade, ele vive um dilema. Ou deixa o PMDB e evita desgastes com a imagem de Temer, ou fica no partido para tentar barrar uma candidatura de Rose de Freitas em convenção.  
 
Fragmentos:
 
1 – O Sindicato dos Servidores Públicos do Estado (Sindipublicos) realiza em seu site na internet uma enquete sobre o processo eleitoral do próximo ano no Estado. Até o meio-dia desta segunda-feira (16), o deputado Sérgio Majeski (PSDB) está à frente da disputa. 
 
2 – Chama atenção a quantidade de votantes que devem votar em branco ou anular o voto na disputa de 2018. São 27% dos eleitores, uma tendência que vem preocupando a classe política. O ex-governador Renato Casagrande (PSB) está em terceiro, com 23%.
 
3 – O secretário de Estado da Saúde, Ricardo de Oliveira presta contas do segundo quadrimestre de 2017 (maio a agosto) à Comissão de Saúde, na sexta-feira (20), às 9 horas, no Auditório Hermógenes Lima da Fonseca. A expetativa é de clima festivo por causa do “novo” hospital infantil.

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