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Hartung, o bombeiro

A movimentação de lideranças políticas no Palácio Anchieta é grande. Deputados, prefeitos e outros quadros importantes do Estado vêm sendo convidados para um bate-papo com o governador Paulo Hartung (PMDB). Segundo interlocutores, nas conversas, o peemedebista continua chorando miséria. Dizendo que o Estado está desorganizado, que não tem recurso e que é preciso a união de todos para reconstruir o Estado.
 
Na verdade, o que Hartung está fazendo é aparar arestas. Ele vem buscando se aproximar de lideranças que se afastaram dele nos últimos anos e com isso, evita que uma insatisfação de hoje, se transforme em uma revolta no futuro ou que contamine o resto da classe política. 
 
O governador tem acumulado um desgaste grande com sua forma de atuação. Ao fechar turmas, mudar a dinâmica em várias escolas e demitir professores, o governador acabou criando insatisfação à população, sobretudo à do interior.
 
É que os professores são captadores de votos importantes, são formadores de opinião e atingi-los tem efeito em lideranças locais. 
 
Outras categorias do serviço público já mostraram insatisfação também. As Polícias – Militar e Civil – também não estão nada satisfeitas com o governador e isso pode trazer desgaste. Por isso, é preciso contornar os obstáculos reforçando os laços com os aliados e atraindo quem estava distante. 
 
Na Assembleia Legislativa a situação está pacificada, o governador tem apoio total. E como as coisas estão caminhando de forma tranquila, apesar de um ou outro esperneio, o governador tem tempo para ir mais longe. Conversado agora para evitar cobranças no futuro. 
 
O que precisava era aparar arestas com alguns nomes, como o deputado Marcelo Santos (PMDB), por exemplo, que até o ano passado foi defensor do governo Renato Casagrande (PSB). Já está tudo pacificado com o peemedebista. 
 
Fragmentos:
 
1 – Ao chegar ao PMDB o ex-prefeito de Guarapari Edson Magalhães acabou tomando conta do diretório municipal. Isso trouxe insatisfação interna e para fora rearrumou o cenário político do município para 2016. 
 
2 – Mais de duas mil mulheres confirmaram presença pelas redes sociais no ato público contra o Projeto de Lei 5069/2013, do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O ato tem início previsto para as 18 horas em frente à Ufes

 

3 – Será que a tragédia em Minas Gerais com o mineroduto da Samarco vai servir de alerta para o Espírito Santo. As concessões ambientais em nome do desenvolvimento podem custar caro. 

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