O governador Paulo Hartung (PMDB) quer ser exemplo. Mesmo diante da maior tragédia ambiental, patrocinada por uma empresa que sempre esteve próxima do Palácio Anchieta, a Samarco/Vale, ele não desvia seu olhar do foco. Quer ser o interlocutor com os governadores em relação ao governo federal.
Parece ter percebido que a oposição anda um tanto quanto perdida e decidiu se mostrar útil para a presidente Dilma Rousseff (PT), de quem sempre quis distância, e prega a união de forças entre os governadores e uma grande coalizão envolvendo o empresariado para, juntos ajudarem o País a superar a crise nacional.
O governador se mostra como detentor da solução para os problemas do País. A ideia é fechar o cofre e mandar que os outros se virem. Pode até dar certo com os municípios, que realmente ficaram olhando a crise se agravar, e acreditaram que Hartung iria socorrê-los, como fez seu antecessor. Mas com governadores, será que a coisa cola?
Hartung não é exatamente a liderança política mais querida no cenário nacional. Suas mudanças de partido e de posicionamento, além do não cumprimento de compromissos firmados poderiam unir Aécio Neves (PSDB) e Dilma. Já que ambos têm histórias para contar sobre como foram largados no caminho por Hartung.
Mas sua “experiência de sucesso” para fora do Estado até que cola. O governo do Estado tem um cenário criado para dar suporte a esse discurso de “excelência” do governador Paulo Hartung. Mas daí a convencer outros estados a aplicar a receita de bolo que ele vem vendendo, já não é tão simples.
Vamos ver também se Dilma vai engole esse novo amigo. As demonstrações de dedicação, o esforço do governador, a ponto de deixar o Estado invadido pela lama que vem descendo o rio Doce para participar de reunião com empresários sobre a crise, vão convencer a presidente?
Fragmentos
1 – O deputado Sérgio Majeski (PSDB) pede que quem tiver informações sobre o fechamento de escolas ou turnos que o avisem para que ele possa trabalhar contra o projeto do governo do Estado, que em muito se assemelha com o que vem acontecendo em São Paulo e levou à ocupação de mais de 150 escolas naquele estado.
2 – O deputado acredita ainda que o governo vá fazer a manobra durante as férias para não permitir que ocorra uma reação, como está ocorrendo em São Paulo. Ele acredita também que vários municípios vão fazer a mesma coisa.
3 – Na sessão desta segunda-feira (30), o secretário municipal de Educação, Sérgio Lopes, vai falar na tribuna da Câmara de Linhares. Ele vai dar explicações sobre vários assuntos: repasse financeiro à Associação da Família Agrícola de Marilândia, estágio do projeto e obra da escola Antônio Fernandes de Almeida, oferta de vagas para os alunos do ensino infantil.

