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História sem fim

As cenas lamentáveis da primeira sessão do ano na Câmara da Serra, que elegeu entre gritos e palavrões a atual Mesa Diretora, refletiram o clima de beligerância que se estabelece no município entre os grupos do prefeito Audifax Barcelos (Rede) e do ex-prefeito e deputado federal Sérgio Vidigal (PDT). Os dois mantêm esse Fla X Flu há mais de duas décadas. 
 
Passada a eleição da Mesa, os ânimos pareciam ter se acalmado na Casa. Mas os vereadores ligados a Vidigal entraram na Justiça para anular a polêmica sessão. Durante o restante do primeiro semestre não se teve mais notícias sobre cenas dignas de “parlamento asiático”. Até agora, porque a decisão da Justiça, determinando nova eleição em um prazo de dez dias deve novamente acirrar os ânimos. 
 
A Câmara está em recesso e retorna aos trabalhos na próxima segunda-feira (31), em clima de disputa. A decisão deve ser acatada e os grupos devem se reagrupara para um novo embate, mais civilizado desta vez, espera-se. É verdade que desde a eleição, em que Audifax Barcelos saiu vitorioso contra Vidigal, o grupo do pedetista tem se mostrado bem menos competitivo. 
 
Mas a oportunidade de conquistar o comando do Legislativo pode trazer uma disputa para dentro da Câmara entre os dois grupos. E é difícil imaginar que em um cenário de polarização que nunca se extinguiu na cidade haverá clima para se chegar a uma chapa única. 
 
Conquistar a Câmara da Serra, para o grupo de Vidigal, seria uma forma de equilibrar o jogo com Audifax e um exercício para a disputa que se dará novamente no município no próximo ano, com Vidigal disputando a reeleição à Câmara dos Deputados e Audifax tentando eleger seus aliados para ocupar uma das cadeiras da bancada federal.
 
Uma coisa é certa, o novo episódio nessa disputa polarizada, mostra que a briga entre as duas lideranças está longe de ter um fim. Nem mesmo a intervenção do governador Paulo Hartung foi capaz disso. Recentemente, ele chegou a dizer ao prefeito, que era hora de “parar com a brigalhada” na Serra. A eleição da Câmara da Serra vai ser um bom exercício para saber se o conselho será seguido. Até aqui, a classe política local duvida. 
 
Fragmentos:
 
1 –  O prefeito Audifax tem um problema nessa nova movimentação. Ao puxar para a Secretaria de Serviços o vereador Guto Lorenzoni (PP), ele perdeu um grande articulador na Casa para comandar esse processo dentro de seu grupo. 
 
2 – Como ele ainda não escolheu o líder do governo na Câmara – cargo que era ocupado por Guto – pode ter dificuldade de agregar seus aliados para garantir a permanência no comando da Mesa. Em seu favor tem a fome dos vereadores por acomodações no Executivo. 
 
3 – Vidigal conta com a experiência dos aliados na Casa, Nacib (PDT) e Aécio Leite (PT). A expectativa é sobre a movimentação do veterano Luiz Carlos Moreira (PMDB), que já foi líder de Audifax e hoje, dizem, está descontente.

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