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Hora da pressão

A CUT Nacional fez uma pesquisa que apontou que 85% dos trabalhadores são contra a reforma previdenciária e qualquer tipo de reforma que mexa nos direitos dos trabalhadores. A pesquisa está disponível no site da Central. 
 
A pesquisa deve servir de base para que a central apresente ao governo federal uma proposta para as medidas necessárias para garantir e ampliar o direito dos trabalhadores. Percebe-se que a pesquisa aponta uma série de problemas legais, mas não aponta soluções para esses problemas. Vários parênteses são abertos e nenhum deles é fechado.
 
A coluna entende que a CUT deve sentar com os dirigentes de cada estado, porque cada estado tem uma característica diferente, analisar os dados e buscar as propostas para as soluções dos problemas. Um dos vieses de avanços para resolver o problema do desemprego é a redução da jornada de trabalho. 
 
É preciso sentar com o empresariado e discutir, bater de frente se preciso. Fazer uma agenda de luta. Se o País está em crise, assim como o resto do mundo e não se pode ter reajuste salarial, que se encontre formas de gerar emprego de verdade. Para isso, é preciso combater a terceirização, discutir a valorização do emprego e sobretudo, fazer uma agenda que seja positiva para a classe trabalhadora e não apenas atrativa para o empresariado. 
 
Com os dados nas mãos, a CUT pode começar a construir esse caminho, antes que seja tarde. É preciso fazer com que o governo do Partido dos Trabalhadores dê início a essa discussão. Mas não dá apenas para ficar sentado nas direções dos sindicatos com a pesquisa na mão. 
 
Para alcançar esses objetivos é preciso mobilizar a base. Fazer com que o trabalhador tome consciência de seu papel nessa transformação. Quando o trabalhador sentir essa necessidade de mudança, ele vai se mobilizar. Não dá para ficar esperando que o governo faça as mudanças, é preciso que a classe trabalhadora pressione para que o governo e Congresso Nacional se mexam. 
 
Que em 2016, a classe trabalhadora acorde e tome as ruas, que é o seu lugar.

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