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Hora de acordar

O ex-governador Paulo Hartung (PMDB) continua à procura de ganhar a eleição antes da campanha esquentar, criando situações favoráveis a ele.  Depois de uma simples troca de marqueteiro que jogou luz à sua candidatura, está agora em busca dos prefeitos que assinaram o manifesto em favor da reeleição do governador Renato Casagrande, fazendo com que mudem de lado, em troca de oferecer uma boa relação com seu futuro governo.
 
Com essa jogada, cinco prefeitos da região do Caparaó já mudaram de lado. É o vai-da-valsa. 
 
Assistindo a esses movimentos está Casagrande, na sua marcha batida de vender sua gestão, como foi dito na coluna passada. Não vou repetir para não cansar o leitor, mas não posso deixar de dizer que é necessário levar o governador a um oftalmologista, para receitar uma lente em que possa realmente enxergar as tretas de PH. 
 
Enxergar que está à mão, para ajudá-lo a ganhar o pleito, o senador Magno Malta (PR). Por que não? O senador é adversário visceral de Hartung. Mas o ex-governador é tão esperto, que carimbou nas costas de Magno que ao invés dele dar voto, tira. Imagina! Magno ganhou nas últimas eleições para o Senado contra tudo e todos, juntado por Hartung. 
 
Às vezes, falando com os meus botões, eu indago como Casagrande chegou ao governo com essa estrábica maneira de não enxergar as situações que estão à sua frente. Na última eleição para a Prefeitura de Vitória, a tese da mudança de Jorge Oliveira foi a principal peça da vitória de Luciano Rezende (PPS), mas se Magno não tivesse ganho um direito de resposta, em que cravou uma frase fundamental à derrota de Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), o resultado poderia ter sido outro.
 
Essa história que Magno tira mais voto do que põe, me lembra também a participação dele na disputa de Max Mauro contra Hartung para o governo.  Hartung estava bem à frente, até o dia em que Magno foi para a campanha de Max. Perdeu por pouco. Quem não gosta de Magno Malta é a elite capixaba. Ele sempre foi uma ameaça para os seus grandes negócios com o governo. 
 
Reconheço que lidar com ele é difícil. Magno faz o papel do enfurecido com os políticos ligados às elites. Ele é realmente extremamente grosseiro e costuma comportar-se como tal. É um cara difícil e diferente. Tanto que não moveu uma palha sequer para evitar a debandada dos líderes do seu partido, confiando que eleição com ele é no microfone, arrebanhando voto das classes menos favorecidas para ganhar a disputa.
 
Acorda, Casão! 

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