O legislativo entra em recesso e eu também, mas enquanto eu descanso, as lideranças políticas correm atrás de seus interesses. Com metade da Assembleia de olho no jogo político do próximo ano e os deputados estaduais avaliando com calma a estratégia a ser usada nas municipais, ninguém deve aproveitar o recesso para viajar com a família.
Uma boa acomodação em 2016 pode garantir a mudança do status de legislativo para Executivo, mas o que muita gente anda pensando, é se com a crise econômica e política, assumir uma prefeitura é mesmo uma boa ideia. De qualquer forma, a disputa em 2016 pode aumentar a cotação no mercado político para 2018.
Por isso, durante o recesso, deputados estaduais e, principalmente, os federais em dúvida sobre a entrada no pleito, devem correr as bases, sentir a temperatura do eleitorado, ouvir as queixas e os pedidos. Também é a hora de dar os primeiros pontos nas costuras com os possíveis aliados para a disputa do próximo ano.
É preciso encontrar uma aliança sólida, e construir uma boa chapa de vereadores para garantir uma base consistente nas Câmaras Municipais. Outra coisa que tomará conta do recesso parlamentar é a acomodação no partido certo para a disputa. Na expectativa da criação de novos partidos ou da migração outras siglas, as lideranças devem observar muito bem a movimentação do cenário político.
Também é preciso refletir sobre a influência de fatores extra-município, como a disputa entre Paulo Hartung (PMDB) e Renato Casagrande (PSDB), e a briga nacional entre o governo federal e a oposição. Driblar essas influências é importante para evitar irritar o eleitorado, que deve mesmo querer saber é de propostas para as prefeituras.
Enfim, os deputados federais, estaduais e vereadores entram em recesso não para descansar, mas para refletir sobre os próximos passos da eleição de 2016, que já está na rua e a todo vapor. Durma com um barulho desses!