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Na semana passada, a classe trabalhadora sofreu uma segunda derrota na discussão sobre a universalização da terceirização, que se estabeleceu na Câmara dos Deputados. Mas há que se destacar alguns fatores que influenciaram na segunda votação e o exemplo vem do Estado. 
 
Na primeira votação, a bancada capixaba deu um exemplo de falta de compromisso com os trabalhadores. Sete deputados votaram a favor da terceirização – Lelo Coimbra (PMDB), Carlos Manato (SD), Evair de Melo (PV), Marcus Vicente (PP), Paulo Foletto (PSB), Sérgio Vidigal (PDT) e Jorge Silva (Pros) –, dois votaram contra, os dois do PT, Helder Salomão e Givaldo Vieira. E o deputado Max Filho (PSDB) não estava presente. 
 
Destacamos neste ponto a importância da mobilização da classe trabalhadora no processo. Na segunda votação, a bancada ficou dividida. Além dos dois do PT, o deputado Max Filho – que é funcionário de carreira da Justiça do Trabalho – também votou contra o projeto. Mas o interessante foi a mudança de voto de Vidigal e Jorge Silva. 
 
Isso mostra que quando a população pressiona, o parlamentar cede. Por isso, é preciso redobrar a atenção sobre os nossos três senadores, para que possam implementar mudanças nesse projeto ou rejeitá-lo. Eles têm que lembrar que dois deles estarão disputando reeleição em 201,8 e é o trabalhador quem vai votar. 
 
Se a coisa ficar como está, a presidente Dilma Rousseff já assumiu a postura que se esperava dela, de vetar a matéria. Até porque essa é uma estratégia para colocar o compromisso do PT com a classe trabalhadora à prova. Tentou-se isso no governo Lula, não conseguiram, e agora tentam novamente. 
 
Aí é a hora de aumentar a pressão. O parlamento não terá problemas em derrubar o veto. Cabe ao movimento sindical não permitir que isso aconteça. Se organize, pressione, pare tudo se for preciso. Vale até invadir o Congresso. Mas é preciso que a mobilização comece já. O movimento deve agregar todos os trabalhadores na defesa das garantias trabalhistas. 
 
Quanto aos parlamentares que votaram a favor do projeto, a urna será uma ótima oportunidade para lhes dar uma resposta à altura. 
 
Neoliberalismo, nunca!

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