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Hora extra, não!

Uma das menores preocupações do governo golpista de Michel Temer (PMDB) tem sido o imposto sindical. Não é por menos, por meio desse dinheiro questionável, amansa-se os dirigentes sindicais e permite que o empresariado dê as cartas no jogo político com os trabalhadores.

Tudo isso tem feito com que o movimento fique fora das ruas, fora da luta de classes e deixe que pequenas ferramentas de controle continuem sendo mais do que valorizadas pelo capital.

Uma delas é a hora extra. O que parece ser uma vantagem para o trabalhador, acaba se transformando no final das contas em uma nefasta ferramenta de controle. Em vez de discutir a redução da jornada de trabalho, para garantir a maior geração de empregos, oferece-se uma adicional ao salário para que o trabalhador fique na função para além de sua carga horária.

Parece vantagem, mas não é. Aumenta a carga, precariza as condições de trabalho, aumenta os riscos para o trabalhador, tudo em troca de um troquinho a mais nos vencimentos, que nem sempre é computado corretamente. Não é difícil ver trabalhador no RH questionando o pagamento. Isso sem falar no famigerado banco de horas.

O movimento sindical deve retornar à base, isso parece ser um discurso redundante, mas é necessário. Há tempos que a coluna vem alertando para a falta de ação das direções sindicais, que se perpetuam à frente das entidades e só procuram o trabalhador na hora das eleições sindicais. Tudo culpa do imposto, que deixa as direções acomodadas e gananciosas.

Com o golpe em prática e os direitos dos trabalhadores em risco, é hora de o movimento sindical se mexer, senão não será o imposto que vai mantê-lo. Do jeito que a coisa anda, daqui a pouco a organização sindical perderá o sentido de existir por completo.

Essa é a hora de fazer o retorno à base e a luta pelo fim das horas extras, banco de horas e pela redução das jornadas de trabalho são ações que podem novamente aproximar direções sindicais e base, abrindo caminho para a retomada da formação política e consequente avanço das bandeiras do movimento.

É hora de agir!

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