A senadora Rose de Freitas (PMDB) aparece nos jornais neste fim de semana dizendo que se arrependeu de ter votado pela não inelegibilidade da presidente Dilma Rousseff (PT). Líder do presidente Michel Temer no Congresso, a parlamentar foi hostilizada nas redes sociais por causa do voto. Mas o fato é a peemedebista sempre esteve dividida sobre toda essa questão.
Se tem alguém no Estado que não pode reclamar do governo Dilma, esse alguém é Rose de Freitas, que sempre teve trânsito com o governo federal, nunca teve dificuldade para conversar com os ministros e em conseguir recursos para os municípios que apoia no Estado.
Por outro lado, Rose sempre teve a amizade e confiança de Michel Temer. Por isso, deve ter ficado tão abalada com a ligação do presidente cobrando a senadora sobre a votação pelo impeachment. Rose havia feito uma brincadeira, dizendo que votaria a favor de Dilma com outros senadores, que contaram ao presidente. E ele foi tirar satisfações da aliada.
A pressão sobre Rose é grande e vem dos dois lados. Por isso, a senadora segue em cima do muro, oscilando entre um campo e outro, mas isso não é novidade na vida dela. É assim que Rose consegue sobreviver politicamente, conversando, negociando e conseguindo com isso driblar as pressões.
Hoje Rose é líder do governo no Congresso Nacional, um cargo que tem mais espuma do que efetividade. Afinal, o que conta mesmo são as lideranças partidárias, mas não deixa de trazer uma visibilidade. Por isso, a situação da peemedebista é delicada. Sabe que não pode pesar a mão com o governo do PT, que tanto a ajudou, mas também enfrentar Michel Temer pode ser um risco muito grande. Segue por tanto, navegando em um mar agitado, tentando segurar seu barquinho em meio a ondas gigantes.
Fragmentos:
1 – Na sexta-feira (2), a TV Alternativa, de Linhares, norte do Estado, realizou um debate entre os candidatos a prefeito. Como esperado, o vereador José Cardia (PSD) e a deputada Eliana Dadalto foram duros com Guerino Zanon (PMDB) e Rodrigo Panetto (PPS), pelas experiências que esses já tiveram na prefeitura.
2 – Já o candidato do PT, João Teixeira, preferiu ficar fora da briga, apresentando apenas as propostas e se colocando como alternativa aos grupos políticos da cidade.
3 – Choveram bombas na rua em que mora o governador Paulo Hartung (PMDB) na Praia do Canto, em Vitória. Que beleza de estratégia. Tudo sob o comando do secretário de Segurança André Garcia!

