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Terça, 01 Dezembro 2020

Identidade

 

Há dois movimentos do governador Renato Casagrande que buscam estabelecer, a partir de 2013, a identidade de seu governo. O primeiro é relativo à sua movimentação nos meios políticos no período pré-eleitoral, buscando manter a unidade da base, que garante sua governabilidade. O segundo movimento tem relação com o resultado da eleição, que deve mudar o modo de governar do socialista.
 
Diante da evidente disputa paralela entre o governador Renato Casagrande e seu antecessor, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB), pelo espaço político no cenário capixaba, o desempenho dos aliados de Casagrande pode estabelecer uma nova relação de forças no Estado.
 
Mudança que pode e deve refletir para dentro do governo. Hoje a gestão partilhada entre Casagrande e o grupo de Hartung deixou a gestão sem uma identidade com o governador. A tendência é que essa divisão seja superada aos poucos, dando lugar à marca Casagrande.
 
Não que isso exclua Hartung do projeto político do socialista, até porque ele foi parte importante do palanque de Casagrande em 2010. Casagrande foi eleito com a bandeira da continuidade, o que não significa, e isso começa a ficar claro para os meios políticos, que haja uma submissão do governador a seu antecessor.
 
O que deve acontecer é um fortalecimento de Casagrande no cenário político, tomando ele o lugar de líder em substituição a Hartung. Mas, lembrando, tudo isso depende do desempenho eleitoral dos aliados do governador na disputa de outubro próximo.
 
Casagrande planta um importante alicerce para seu palanque à reeleição em 2014. Se Hartung vai aceitar ser apenas parte desse projeto e não o capitão do barco, isso é que não se sabe. Mas a grande questão é se ele terá condições de chegar a 2014 em condições políticas de questionar seu papel no projeto político em curso.
 
O ex-governador tenta equilibrar o jogo na disputa eleitoral deste ano e vem correndo o Estado em busca de fortalecimento, mas os desgastes políticos vão muito além das urnas.
 
Fragmentos:
 
1 – Os deputados voltaram ao trabalho, mas com a ressaca do recesso parlamentar, mostrando que o ritmo deve cair, mesmo com as promessas de manter os trabalhos na eleição.
 
2 – Todos os quatro projetos de lei oriundos de mensagem governamental, submetidos ao Plenário nesta quarta-feira (1), continuam com prazo regimental em comissões da Casa.
 
3 – O presidente da Assembleia, Theodorico Ferraço (DEM), voltou a falar sobre os 11.98%, mas na Casa há um sentimento forte de que a dívida com os servidores do Legislativo vai mesmo virar precatório.

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