Na semana passada foi inaugurado em frente à Assembleia Legislativa um painel que aponta a sonegação fiscal que acontece no Brasil, o “sonegômetro”. Já em frente à Federação das Indústrias do Estado (Findes) o “impostômetro” exibe o imposto que se paga no Brasil.
Quem parar para analisar os valores que se pagam de impostos e o quanto é sonegado vai perceber que o sonegômetro vence o impostômetro. Neste sentido, a coluna gostaria de parabenizar a categoria dos auditores fiscais, que estão fazendo a sua parte, combatendo a corrupção. Já que os valores que são desviados de seus fins no País é uma sangria que deve ser combatida.
O número de empresários que buscam o Bando de Nacional de Desenvolvimento Social (Bndes), por exemplo, é grande. Recursos que são oriundos dos impostos. Ou seja, querem acabar com os impostos, mas não querem deixar de pegar os recursos. Assim fica fácil não é?
Os recursos que são drenados com a sonegação poderiam ser revertidos em melhorias das condições salariais das categorias em geral e na aplicação no chamado passivo social. Mas isso o capital não quer, quer continuar vivendo das benesses dos impostos, mas não querem arcar com os ônus.
Por isso, a classe trabalhadora deve estar atenta. O movimento sindical deve se somar ao trabalho que estão fazendo os auditores. Esta é uma responsabilidade de toda a sociedade. Se querem melhorar os investimentos nas áreas sociais e nas garantias dos trabalhadores, devem evitar que o dinheiro se esvaia pelo ralo.
O governo federal tem investido em áreas sociais, com o bolsa família, com o Minha Casa Minha Vida, investimentos na agricultura familiar e tantos outros programas sócias que visam a diminuir a desigualdade no Brasil. Mas esses recursos que são drenados para o bolso de empresários dificulta o aumento desses investimentos.
A sociedade não é feita só de empresários e o aparelho institucional não deve servir ou se submeter à essa parcela da população. Gerar emprego é importante, mas não deve ser o único foco dos recursos federais. É preciso dividir o bolo e para que isso aconteça é preciso que o bolo esteja inteiro e que cada um pegue um pedaço igual.
Se os empresários querem dinheiro, que comprem uma máquina para fabricá-lo.
Fiscalização neles!

