Os prefeitos estão com a corda no pescoço e não é de hoje. Volta e meia os prefeitos estão correndo atrás de recursos federais e governamentais, reclamando da falta de atenção, tentando explicar as improbidades por infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal. A situação atual é a mais grave, mas não é um fenômeno inédito.
Dos 78 municípios do Estado, a maioria tem cerca de 20 mil habitantes ou menos. Tirando as cidades-polo, a maioria da população se concentra na Grande Vitória, onde a arrecadação é maior. Os prefeitos do interior dependem, em geral, dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), dos 25% do ICMS e outros repasses do governo federal e do governo do Estado,
Enquanto os prefeitos não investirem na autonomia das cidades, ficarão de fundo em fundo emergencial para pagar custeio, com uma máquina inchada e emperrada nas mãos, acumulando processos judiciais e desgaste político. Os prefeitos precisam criar formas de atrair investimento, conhecendo a potencialidade de suas regiões e aumentando a fiscalização e a arrecadação do município.
Outra ação urgente é profissionalizar as gestões. Não dá mais para encher a administração pública de amigos e aliados. Sem planejamento dos gastos e projetos para atrair investimentos, não dá mais para continuar. A política do pires na mão não cabe mais e o eleitor sabe muito bem disso.
Se há um recado que essa crise passa para os possíveis candidatos nas eleições do próximo ano é de que a política municipal é a mais perigosa para o político, já que ele está muito próximo do eleitor e o eleitor não tem mais paciência para aceitar gestões que não trazem desenvolvimento.
A situação das prefeituras chama atenção pela falta de preparo dos gestores. O governador Paulo Hartung (PMDB) criticou essa postura. É verdade. Essa posição passiva deixou os prefeitos reféns de figuras políticas como o peemedebista mesmo, que criou durante suas passagens anteriores pelo Anchieta, a ideia de que a atração de investimentos internacionais resolveria todos os problemas do Estado e deixou os municípios em suas mãos.
Agora, sem recursos e com a mágoa do apoio dos prefeitos ao seu adversário, ele tem a faca e o queijo na mão para colocar toda a responsabilidade no colo dos gestores.
Fragmentos:
1 – A impressão dos meios políticos é de que Luiz Emanoel (PPS) atrai confusão por onde passa. Quando todos achavam que tudo estava resolvido com sua saída do PSDB e integração ao PPS, surge uma nova polêmica com a vaga de suplente na Câmara. Luiz Emanuel vai para a secretaria de Meio Ambiente e quem senta em sua cadeira Fabio Lube ou Maurício Leite?
2 – Aí depende do interesse. Se for seguir a regra do TSE, a vaga é de Maurício Leite, mas essa lógica na prática nem sempre se concretiza. A lei diz que a vaga é da coligação e não do candidato, mas aí ele alega que teve motivos para se desfiliar. Mas não é isso que a regra fala. Repetindo: a regra fala que a vaga é da coligação e não do candidato.
3 – Não adiantou a regra na Assembleia. O fiel aliado do governador Paulo Hartung, Paulo Roberto, se desfiliou do PMN e ficou com a vaga que seria de Olmir Castiglioni.

