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Inimigo caseiro

O resultado das eleições 2012 fortaleceram o governador Renato Casagrande e aumentaram seu poder de influência política em sua base partidária. Mas não é só de apoio político que se constrói um palanque de reeleição. Se Casagrande não conseguir manter um bom índice de aprovação, pode se complicar em 2014.

As forças ocultas que trabalham contra seu governo, sim elas existem, já entenderam qual o caminho ideal para criar um sentimento de crise administrativa no governo Casagrande: a violência.

Antes mesmo de assumir o mandato, Casagrande veio a público para apresentar sua cúpula da segurança e, na ocasião, afirmou que ele mesmo cuidaria da questão, olhando de perto os índices e traçando políticas públicas para o setor.

Na época, os nomes apresentados – dois remanescentes do governo anterior: Ângelo Roncalli e André Garcia e, Henrique Herkenhoff – fizeram com que os envolvidos na causa da segurança e direitos humanos torcessem o nariz. Ora, se a coisa não havia dado certo com aquela fórmula, por que manter essas cabeças?

Agora, a imprensa aliada ainda do ex-governador Paulo Hartung descobriu, finalmente, os alarmantes índices de homicídios que se abatem sobre o Espírito Santo. E mais, pressionam pela diminuição da maioridade penal, ação populista que vem sendo capitaneada por quem? Ricardo Ferraço, aliado de Paulo Hartung.

Em um momento de pressão e indignação, a população reage e reage no caminho, tido como fácil, que vem sendo trabalhado cuidadosamente, para que a bomba estoure no colo do atual governador, esquecendo o passado recente de denúncias, desrespeito aos direitos humanos, falta de investimento no setor e total falta de políticas de contenção dos índices.

Parece que a violência chegou ao Espírito Santo há poucos dias e que os dias “atípicos” ou de “muito calor” de Rodney Miranda nunca existiram. Parece ser mais fácil dar uma resposta rápida e superficial, que população engula sem dificuldade, do que colocar as cartas na mesa e discutir profundamente as origens dessa situação social em que o Estado chegou.

Fragmentos:

1 – Corre pelos bastidores das composições de Secretaria que Elias Marochio, funcionário de carreira da Cesan para a Sub-secretaria de Obras de Vitória. Isso significa que a Cesan vai continuar prestigiada dentro da prefeitura de Vitória?

2 – Isso aconteceu durante toda a gestão João Coser, primeiro por José Maria Motta, também funcionário da Cesan e sub-secretário de meio ambiente. E depois pelo próprio Marochio, que foi secretário especial de Coser.

3 – A atual secretária de Meio Ambiente de Vitória, Sueli Tonini, está de malas prontas para o Ceará, vai assumir a mesma pasta na prefeitura de Fortaleza.

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