Carlos Tourinho, diretor de jornalismo da Record News ES, comemora a centésima edição do programa Inovação. Acompanhe minientrevista com Tourinho.
José Roberto Mingnone – Como é chegar a 100 programas com um tema tão abrangente no tocante a estudos e projetos futuros?
Carlos Tourinho – É muito comum dizer que é fácil lançar um produto de comunicação, mas difícil manter… O programa Inovação chega a 100 edições e mostra que é possível romper esta máxima. De uns anos para cá a sociedade passou a valorizar a INOVAÇÃO como um atributo do desenvolvimento econômico e também pessoal que merece ser incorporado à nossa cultura. Isto vale para o mundo dos negócios (produtos, serviços, processos), para as instituições sociais (governos, ongs, entidades diversas) e pessoal (inovar no meu modo de fazer as coisas, de ver o mundo, me relacionar…). Nos valemos justamente desta abrangência para variar pautas, abordagens e entrevistados.
JRM – Como se explica a aceitação imediata do programa entre empresários empreendedores, numa capital tão pequena como Vitória?
Carlos Tourinho — Falamos para empresários, mas também para todos que buscam novos caminhos. Não foi o programa que criou o movimento favorável à inovação. Seria pretensão do programa querer protagonizar isso. O que fizemos foi perceber este movimento, esta tendência e compramos a causa. Há uma oferta crescente de start-ups (pequenas empresas, geralmente relacionadas à tecnologia), de ofertas de produtos e serviços inovadores. Estão aí para provar o que digo, o Uber, o Airbnb, as redes sociais, os aplicativos de todo o tipo facilitando a vida das pessoas. Buscamos não apenas destacar as inovações radicais, como também, as incrementais, ou seja, aquelas que alteram características do que já existe melhorando o produto ou o serviço. Onde há problemas, há possibilidade de se inovar. E há, consequentemente, pauta para o programa.
JRM – Você acredita que modelos de programas de TV como este podem ser inseridos e aceitos na programação de TV do País?
Carlos Tourinho – O Programa Inovação, da Record News ES é o que há mais tempo se dedica a esta temática. Há exemplos de quadros que foram criados e encerrados em outros programas Brasil afora. Nós estamos construindo um programa muito associado ao movimento de inovação no ES e no Brasil. Estamos atentos e trabalhamos muito para nos mantermos atualizados. Isso é fundamental! A gratificação é que passamos a ser procurados e considerados parceiros no mundo da inovação. Junto com o criativo Wagner Fafá criamos um quadro chamado “Momento do Inventor”, que virou referência nacional. Recebemos colaboração de todo o país, carente, muitas vezes, de espaços como este na televisão.
JRM – Qual a missão do Inovação?
Carlos Tourinho — Estimular, dar visibilidade e fazer conexões com as inovações e os personagens deste movimento: empreendedores, inventores, financiadores, consultores, especialistas que atuam na capacitação… Muitos atuam isoladamente e ficam conhecendo novos parceiros a partir do programa. Também temos como proposta uma ação educadora mesmo, explicar para o telespectador leigo o que é inovação, qual a diferença para invenção, porque é tão importante inovar e qual a relação da inovação com o desenvolvimento da economia. E isso acontece naturalmente, sem cansar, usando a boa técnica da televisão e da entrevista. Nossa missão é colaborar com esta cultura inovadora!
PARABÓLICAS
Hamilton de Almeida, ex-Tribuna, comanda a TV de Idalecinho Carone, tendo Giovanni Cesar como jornalista à frente.
Bom trabalho da CBN nos seus 20 anos de Vitória. Reprisa matérias importantes no de correr deste ano
As emissoras de Cachoeiro só tocando músicas do Rei Roberto no aniversário dele. Ele vai comemorar o aniversário na cidade
Se o governo federal deixar, Miguel Roldan coloca logo no ar sua rádio no norte do Estado
MENSAGEM FINAL
Quando está fazendo algo de que se envergonha, o idiota diz que está cumprindo um dever. George Bernard Shaw

