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Intolerâncias

A eleição presidencial tem acirrado os ânimos entre os eleitores de Dilma Rousseff e Aécio Neves em todo o País. O reflexo do debate do SBT na semana passada, com a subida de tom elevado entre os presidenciáveis, pode ser sentido nas ruas e nas redes sociais. No Espírito Santo a situação não é nada diferente do restante do País. 
 
Os capixabas têm usado e abusado de termos agressivos em comentários nas redes sociais. As veiculações de acusações e de xingamentos são constantes. Além dos candidatos, os eleitores estão disparando contra a mulher Dilma Rousseff e o homem Aécio Neves, uma situação perigosa, que pode deixar o clima da eleição ainda mais tenso nesta reta final. 
 
Um clima de tensão já era esperado para esse domingo (19) na Praia de Camburi e um princípio de confusão confirmou o cenário, que pode ser ainda mais pesado até o domingo da eleição. Não é raro ver pessoas dos dois lados abordando eleitores adversários e mandando tirar o adesivo, gritando palavras de ordem e algumas vezes com dedo em riste. 
 
Em sua coluna neste domingo (19) no jornal O Globo, a colunista Dorrit Harazim destaca o trabalho do professor Michael Ignatieff, da Universidade de Harvard sobre a necessidade de a classe política, não só no Brasil, mas em todo mundo, aprender a diferença entre adversário e inimigo. “Adversário é a aquele que você quer derrotar. Inimigo é aquele que você precisa destruir”, explica a colunista. 
 
O comportamento dos candidatos influencia o eleitor e em uma disputa tão polarizada como a que é protagonizada por PT e PSDB desde os anos de 1990 no Brasil, a população fica dividida e os ânimos faltamente isolados. 
 
Assim como no futebol em que alguns torcedores acabam se exaltando e fazendo besteira, o Fla x Flu que se tornou a disputa entre PT e PSDB no Brasil, a situação caminha para uma situação de grande tensão entre os eleitores também. 
 
As provocações vistas nesse domingo em Camburi, a falta de respeito com a escolha do outro sujam a democracia. É preciso disputar sim, debater sim, mas tentar convencer na marra o outro a mudar de ideia, isso não é democracia. 
 
Fragmentos:
 
1 – As lideranças do PT compareceram em massa na caminhada em favor da reeleição de Dilma Rousseff no Estado, mostrando que o partido mergulhou de cabeça na campanha presidencial.
 
2 – Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), Ricardo Ferraço (PMDB) e Gerson Camata (PMDB) eram as lideranças que puxavam a carreata de Aécio Neves pelas ruas da Capital.  
 
3 – Enquanto isso, o deputado Hércules Silveira (PMDB) estava participando da caminhada da Afecc. Aliás, os participantes da caminhada contra o câncer de mama não estavam nada simpáticos com a caminhada petista.
 
 
 
 

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