quinta-feira, abril 2, 2026
28.9 C
Vitória
quinta-feira, abril 2, 2026
quinta-feira, abril 2, 2026

Leia Também:

Inversão de papéis?

A crise do café conilon no Espírito Santo está forçando uma série de movimentações da classe política capixaba em Brasília. Isso pode ser um excelente exercício para observar o comportamento dos atores políticos do Estado, que estão cotados na disputa eleitoral do próximo ano na relação com o governo federal.
 
Neste contexto, começou a cair a ficha do governador Renato Casagrande de que não conseguirá manter a unanimidade política para sua reeleição. Com a negativa do PT nacional em aceitar o palanque de neutralidade oferecido pelo socialista, ele parece estar cada vez mais próximo de assumir o palanque do PSB à Presidência da República.
 
Além disso, Casagrande tem intensificado sua agenda no interior do Estado e, neste sentido, precisa mostrar presença na discussão sobre a crise do café. Daí, o governador perdeu o cuidado excessivo e reclamou, por meio de correspondência, do Conselho Monetário Nacional, que não teria considerado a situação dos produtores de café conilon do Estado.
 
Por outro lado, o senador Ricardo Ferraço (PMDB) tem mudado sensivelmente seu perfil no Congresso Nacional. O peemedebista que sempre irritou muito os petistas capixabas por ter se colocado desde o início do mandato como um parlamentar de oposição ao governo federal, fazendo várias críticas ao tratamento dispensado ao Espírito Santo, entrou na discussão, mas com um discurso bem mais ameno.
 
Ferraço direcionou a crítica para o Ministério da Agricultura, cobrou sensibilidade, mas não estendeu a crítica, como sempre fez, à toda estrutura do governo federal. Parece entender a necessidade de proteger a presidente Dilma de suas críticas.
 
A mudança de comportamento de Ferraço está ligado ao fato de o PT e o PMDB terem fechado por cima uma aliança para a disputa eleitoral no Estado. Embora o PT nacional tenha preferência pelo ex-governador Paulo Hartung para a candidatura ao governo, Ferraço ainda tenta se viabilizar como alternativa. Para posar ao lado de Dilma Rousseff na disputa eleitoral do ano que vem não pega bem ficar detonando a presidente na tribuna do Senado.
 
Fragmentos:
 
1 – O homem forte do PSD no Espírito Santo hoje é Jamir Bullus, que atua também na Casa Civil do governo do Estado desde janeiro de 2012. No passado, Bullus foi grande aliado do ex-deputado federal Zécarlinhos da Fonseca. 
 
2 – Bullus tem atuado como articulador do partido, até porque o presidente Max da Mata tem se dedicado à Secretaria de Transportes de Vitória. Como o segundo homem do partido, tem bastante movimentação no interior e pode ajudar Max na disputa do ano que vem.
 
3 – E por falar em Max da Mata, os interlocutores do secretário garantem que ele não é candidato a deputado federal nem se obrigado. Vai disputar a Assembleia Legislativa

Mais Lidas