Definidas as candidaturas ao governo do Estado – e parece que a disputa ficará focada mesmo no embate entre Renato Casagrande (PSB) e Paulo Hartung (PMDB) –, o desafio dos principais atores do processo eleitoral agora é acomodar seus aliados nos palanques sem causar atritos entre os apoiadores.
Neste sentido ficam todos observando o movimento do PSDB, que tem, até segunda ordem, a candidatura do ex-prefeito de Colatina Guerino Balestrassi colocada ao governo, mas está no esquema “balança, mas não cai”. Nos bastidores, a discussão seria ficar com Hartung ou com Casagrande. O DEM pressiona para que os tucanos fiquem com Hartung e, agora Carlos Manato e o SDD querem ficar no palanque de Casagrande. Se a decisão partir daqui, ficam com o socialista. Se partir da nacional, devem ficar com o PMDB.
Se ficar com o PSDB, Hartung não tem como acomodar o PT. Embora o presidente do PT, João Coser, afirme que o problema é a candidatura de Rose de Freitas ao Senado, a discussão parece ser mais profunda. Provavelmente, o PMDB não virá com chapa puro sangue. O ex-governador não parece nada disposto a reforçar a costura alinhavada com o partido.
No palanque de Renato Casagrande, o PT não cabe mais. Mas o governador já tem outros problemas para resolver. Nesta quarta, o bloco dos nanicos acerta a divisão, mantendo a composição original. Não querem Neucimar Fraga (PV) na disputa ao Senado e sim na disputa de deputado federal, para reforçar a chapa.
Se o PSDB decidir pelo palanque de Casagrande, o problema estará resolvido, já que o candidato ao Senado, no caso, seria Luiz Paulo Vellozo Lucas. Se essa for a escolha, Neucimar não teria problemas em recuar para federal em favor da aliança. Mas isso não depende só de Luiz Paulo, embora tenha maioria no ninho tucano.
Correndo por fora tem a candidatura de Fabiano Contarato ao Senado, que pode vir em um palanque do próprio PR, puxado por Magno Malta, que, por enquanto, mantém a candidatura à Presidência da República, mas não descarta recuar para a eleição estadual. Caso isso não aconteça, como o PR não fará acordo com o PMDB, o delegado pode se ancorar no palanque de Casagrande.
Com a proximidade das convenções de junho, os palanques têm o restante do mês de maio para resolver essas pendências. O importante é que agora as majoritárias parecem consolidadas e os aliados vão cobrar as acomodações proporcionais para uma disputa que será tão dura quanto a escolha do novo governador.
Fragmentos:
1 – Os meios políticos de Colatina, no noroeste do Estado, estão divididos sobre a renúncia do bispo Dom Décio Sossai Zandonade. Para algumas lideranças, ele se retira de cena, o que não é bom para o aliado Guerino Balestrassi (PSDB); para outros, ele fica com mais tempo livre para se dedicar à política.
2 – Bom, o programa diário na Rádio Difusora de Colatina, um canal direto de comunicação com os fiéis vai continuar. Como lembrou um leitor Diário nessa terça-feira (13), Dom Décio é bispo emérito da região que conta com 14 municípios. Daí a importância de seu apoio.
3 – Enquanto a comunidade lamenta a saída do bispo em Colatina, em Jardim Camburi, o novo padre causou revolta dos moradores ao fechar a igreja.

