
Embora as movimentações internas no PSDB sigam a todo vapor para o processo eleitoral do próximo dia 11, com delimitação de território e corrida de votos entre os grupos do vice-governador César Colnago e do prefeito de Vila Velha, Max Filho, há também uma percepção das próprias lideranças de que o embate duro resultará em desgastes para todos os lados. O que faltaria, então, para um consenso? Parar o Colnago, que tem jogado pesado no sentido de garantir o comando do ninho tucano no Estado. O problema do vice-governador, para o PSDB, é que entregar a ele o partido significa entregá-lo também ao governador Paulo Hartung, para uso de acordo com seus interesses eleitorais de 2018. A resistência, neste caso, seria tanto de Max como do ex-prefeito Luiz Paulo Vellozo Lucas e ainda do senador Ricardo Ferraço, que agora participará de perto da disputa. Colnago, insistindo na candidatura, não há consenso, como garantem as conversas de bastidores. Caso contrário, a composição pode chegar ao próprio Ferraço, que já se dispôs a assumir essa condição. Tal possibilidade chegou a ser levantada dias atrás, mas foi perdida em meio aos últimos acontecimentos, que colocaram ainda mais lenha na fogueira do partido, exatamente por interferência de Colnago. Nessa polêmica, muito terá a dizer a decisão do Conselho de Ética anunciada para esta sexta-feira (20), sobre o acúmulo de funções de Colnago. E, claro, o peso da mão de Hartung nos ombros do vice!
Campos
Sobre a força de Colnago e Max nos diretórios, o cenário é ainda uma incógnita. Em Vila Velha, Max teria vantagem, mas há muitos “furos”. Em Vitória, o território estaria equilibrado, enquanto na Serra a vantagem seria de Colnago. No interior do Estado, diretórios de importantes municípios, como Colatina, ficarão de fora, pois não realizaram convenções (sem delegados). A tendência, nos demais, também seria de equilíbrio.
Entrelinhas
Só pra constar, Max e Colnago se reuniram nessa quarta-feira (18). A reunião, na prefeitura, foi de agenda oficial, mas…sempre sobra um tempinho, né?
Fora
Por falar em Luiz Paulo, o secretário de Desenvolvimento Urbano do Ministério das Cidades já decidiu não disputar a eleição de 2018. O projeto dele é permanecer na área nacional, dedicado ao trabalho técnico. O ex-prefeito foi um dos principais defensores de uma candidatura majoritária do deputado estadual Sérgio Majeski no partido.
Embaralhou
Passou batido na imprensa local a “agenda fora da agenda” de Hartung em Brasília nessa terça-feira (17). Até então, a informação oficial era de que Hartung havia se reunido com ministros e com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o que gerou nova expectativa sobre seu movimento de mudança partidária para o DEM. Mas, segundo matéria da IstoÉ, ele teve outro encontro no mesmo dia: com o presidente Michel Temer e o deputado federal Lelo Coimbra (PMDB). E aí, sai ou fica?
Mexida
O encontro de Hartung com Temer não estava na agenda do Planalto, só foi possível após uma atualização. Coincidências à parte, Lelo declarou ao jornal A Gazeta, no dia seguinte, que “a chance dele [Hartung] ficar no PMDB é muito grande”.
Correu
A propósito, Hartung não compareceu à solene da Assembleia para receber a Medalha Educador Capixaba Renato Pacheco. Deixou a missão para o secretário de Educação, Haroldo Rocha. Depois do tiroteio de Majeski e da repercussão negativa do caso, inclusive com convite aos professores para comparecer e “aplaudir” os homenageados, até parece que o governador colocaria a cara na reta!
Contra Temer
Com a aprovação do relatório que propõe a rejeição da denúncia contra Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, o deputado federal Sérgio Vidigal (PDT) resolveu se antecipar e já declarou, em suas redes sociais, qual será seu voto em plenário na próxima semana. Defenderá, novamente, a investigação.
Contra Temer II
Outro que firmou posição, lá mesmo na reunião da CCJ, foi o deputado federal Helder Salomão (PT). Obviamente, a favor da investigação, destacando “a seletividade nos tratamentos, a 'vista grossa' e as manobras para escapar da punição por práticas ilícitas”.
Encantador, mas…
Dia desses, o vice-governador César Colnago (PSDB) fez uma postagem de vídeo em seu Facebook todo encantado com as “badaladas do meio-dia” da Catedral Metropolitana, no Centro de Vitória. As tais “badaladas”, na verdade, são um som mecânico – e emitido não pela Catedral, mas pela Igreja do Carmo.
Nas redes
“Você já teve problemas com a fiscalização da vigilância sanitária de Vitória? Tenho recebido diversas reclamações de comerciantes sobre a atuação de alguns agentes. Diante desses relatos, estou apresentando um requerimento para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar e dar uma resposta sobre essa situação aos comerciantes, empresários, empreendedores e a todos os munícipes (…)”. (Vereador Max da Mata – PDT – no Facebook).
PENSAMENTO:
“O pior não é morrer. É não poder espantar as moscas”. Millôr Fernandes

