Primeiro foi o prefeito da Serra Audifax Barcelos (Rede) armando aquela barafunda na eleição para a Mesa Diretora da Câmara municipal. Depois, foi o de Vila Velha, Max Filho (PSDB), fazendo loteamento político na prefeitura canela-verde. Agora, o de Vitória, Luciano Rezende (PPS), impondo aos moradores um reajuste pavoroso na passagem do ônibus. Por ora, entre os mandatários das quatro principais cidades do estado, apenas o prefeito de Cariacica, Juninho (PPS), conseguiu proteger sua vitrine de arranhões. Isso após uma gestão de muitos erros e pura navegação à deriva. Agora Juninho, após uma campanha em que ergueu alto a bandeira branca do reconhecimento dos erros, faz um início discreto de gestão, que se não se destaca pelos acertos, pelo menos não aparece pelos desacertos. Já seus companheiros metropolitanos…
Afundar Vitória
Como Luciano Rezende (PPS) quer “refundar Vitória” se não consegue oferecer nem um transporte público decente? O prefeito reeleito posse no dia 1° de janeiro com a promessa solene e ambiciosa de refundar a Vitória pós-Fundap, ou seja, reinventar o modelo econômico da capital capixaba. E como? Pela capacitação das pessoas, gerando emprego e renda. Mas de onde o desempregado que anda de ônibus vai tirar R$ 3,15 para se capacitar e procurar emprego?
Prometeu, cumpriu
Louvável a posição do vereador Denninho Silva (PPS) de votar contra o reajuste da passagem em Vitória e prometer levar sua proposta de isenção de ISS às empresas para discussão na Câmara com o fim de reduzir a tarifa. Mas o vereador tem que ficar esperto: se recuar da promessa, vai sair mal na foto.
Aliás…
Fica a expectativa sobre o posicionamento dos novatos oriundos das regiões de baixa renda de Vitória: Leonil Dias (PPS), de Santa Martha; Nathan Medeiros (PSB), de Nova Palestina; Dalto Neves (PTB), de Bela Vista; Luiz Paulo Amorim (PV), que não é tão novato assim no ofício, de Itararé; e Clebinho (PP), de Andorinhas.
Mimo
E o ex-vereador Rogerinho Pinheiro? Conseguiu uma boquinha na Prefeitura de Vitória, como informa A Tribuna desta sexta (13): debaixo das asas do secretário de Gestão e vereador licenciado, Fabrício Gandini (PPS). Líder de Luciano Rezende na legislatura anterior, Rogerinho foi atingido pelas denúncias que apontavam fraudes em contratos de permissão de táxi em Vitória. Não surpreende a aquisição de tão cômodo abrigo.
Desilusão
Sinta o tom da decepção com o prefeito de Vila Velha (PSDB), Max Filho. Líder comunitário de Divino Espírito Santo e apoiador do então candidato, Nedson Martins critica duramente a nomeação de vereadores derrotados para as coordenadorias regionais do município.
Desilusão II
“Prefeito Max Filho estamos de olho e não aceitamos o favorecimento de políticos em detrimento da população e principalmente de quem carregou sua campanha dês do início”, escreveu. Único prefeito eleito da Grande Vitória, Max voltou à prefeitura canela-verde envolto em boas expectativas. Pelo visto…
Treta virtual
A “briga de paternidade” entre Paulo Hartung (PMDB) e Renato Casagrande (PSB) nas redes sociais ganhou mais um capítulo nesta sexta-feira (12). Os dois postaram publicações sobre a reabilitação da rodovia estadual ES-257, entre Ibiraçu e Aracruz, inaugurada pelo governador e reivindicada pelo ex-governador.
Logo eu
Nessa quinta (12), em Brasília, Hartung pediu ao presidente Michel Temer (PMDB) que dialogue com a sociedade. Logo eu, que não ouço servidores. Logo eu, que não ouço professores.
Questão ética
Sobre a nota “Morangos mofados”, publicada nessa quinta (12), a Prefeitura de Domingos Martins esclarece que a rescisão de contrato com a empresa que executaria obras de acesso ao Centro de Eventos Morangão foi tomada em consenso com a gestão anterior. É que a empresa pertence ao novo vice-prefeito municipal, Romeu Luiz Stein. A prefeitura informa também que uma nova licitação já está programada.
Pensamento
“Uma vez é acaso, duas é coincidência, três é ação inimiga”. Zélia Cardoso de Mello

