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Juntos de novo

O encontro desta sexta-feira (25) entre o ex-prefeito de Vitória João Coser e o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) vem causando resistências dentro do PT porque parte do partido não está nada satisfeita com a possibilidade de ficar no palanque do peemedebista. Isso significa, para algumas lideranças, garantir o espaço político para as mesmas figuras, dificultando a competitividade.
 
Mas não vai ter jeito. Apesar do esperneio de parte dos petistas, o grupo do ex-governador Paulo Hartung e seus aliados dentro do PT vão fechar a aliança para a eleição. O ex-governador não dialoga com o partido e sim com seu grupo. É uma discussão que vai muito além da decisão partidária, da discussão interna. Não se relaciona com resoluções e nem com projetos partidários. 
 
Basta ver a movimentação de bastidores que se articula em relação ao Senado. Hartung infla a candidatura de Rose de Freitas (PMDB), mas também se compromete com João Coser. Por baixo dos panos, seu grupo tenta convencer o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas a disputar também pelo palanque do PSDB. Só que o grupo do ex-prefeito não está disposto a aceitar esse tipo de movimentação.
 
Para erguer seu palanque, Hartung reúne os aliados que sempre estiveram ao seu lado, como Coser, que também faz parte do grupo do ex-governador. A ele devem se somar lideranças do PMDB, DEM, PSDB e outros partidos, de forma formal ou indireta. As regras das nacionais atrapalham, mas não impedem o reagrupamento. 
 
Outra questão que ficará em segundo plano nesta nova configuração é a disputa presidencial. Se fechar a aliança com o PT, Hartung assumirá um compromisso com o palanque presidencial de Dilma Rousseff no Estado. Bom, ele também assumiu esse compromisso em 2010, mas não pediu sequer um voto para a presidente.
 
Como o PT tem um histórico de derrotas no Espírito Santo e Harutng não se anima a tirar foto com perdedores, é difícil acreditar nele como cabo eleitoral em uma eleição nacional que promete ser muito acirrada. 
 
Fragmentos:
 
1 – O engarrafamento longo no início da noite desta quarta-feira (23) revela que a questão da mobilidade na Grande Vitória é grave e exige uma ação interligada entre municípios e governo do Estado.
 
2 – O senador Ricardo Ferraço (PMDB) pediu ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, informações sobre o impacto fiscal da mudança do indexador das dívidas estaduais e municipais renegociadas pela União, prevista em projeto de lei complementar já aprovado na Câmara dos Deputados e pronta para votação do plenário do Senado.
 
3 – E por falar em Ricardo Ferraço, ele declarou apoio ao governador Renato Casagrande mas, desde então, está quietinho.

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