quinta-feira, abril 2, 2026
21.9 C
Vitória
quinta-feira, abril 2, 2026
quinta-feira, abril 2, 2026

Leia Também:

Lascou-se

Enquanto as especulações sobre a configuração do palanque de Paulo Hartung (PMDB) continuam intrigando a classe política, no palanque de Renato Casagrande, o problema era acomodar e dividir as chapas proporcionais sem causar atrito. Era, porque a partir da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tomada na noite dessa terça-feira (27) o cenário mudou de figura.
 
Na manhã desta quarta-feira (28), a bancada capixaba, sempre um passo atrás, se reuniu com o presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), para discutir o assunto. Mas a situação parece complicada para o lado dos capixabas, já que a sinalização do Supremo Tribunal Federal (STF) é pela rejeição da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) movida pelo governador Renato Casagrande. 
 
Além disso, o relator da matéria, ministro Gilmar Mendes não parece com pressa de julgar o caso, já que a proposta se arrasta desde abril do ano passado no Supremo. Não vai ter jeito. As lideranças políticas sabem que será necessário refazer os cálculos, buscar a melhor acomodação e mesmo assim, não terão como evitar as baixas. 
 
Parece pouco retirar uma vaga na bancada capixaba, mas não é. Não que isso influa no trabalho dos parlamentares, afinal o desempenho da bancada não depende do tamanho e sim da influência de seus membros. A eleição é um funil, mas parece que alguém torceu esse funil limitando ainda mais a passagem. 
 
Pela manhã, os deputados estaduais preferiram não repercutir o assunto na sessão ordinária, mas a decisão vai afetar profundamente as movimentações do plenário da Assembleia, que tenta a reeleição este ano.  O chororô deve se intensificar nos próximos dias e se os ânimos estavam exaltados entre os deputados, a sensação é de que a situação vai ficar ainda mais tensa. 
 
Fragmentos:
 
1 – O deputado estadual José Esmeraldo (PMDB) reclamou na sessão da Assembleia desta quarta-feira (28) que sua lei, aprovada no ano passado, proibindo som alto nos coletivos do Estado não está sendo respeitada pela população. 

 

2 – O deputado cobrou fiscalização da Ceturb-ES e disse que a parte que cabia à Assembleia foi cumprida. Mas fiscalizar esse tipo de ação é uma tarefa um pouco difícil, não é?

 

3 – Será que a dobradinha entre PSDB e DEM na majoritária pode azedar se os tucanos fecharem mesmo a aliança com Casagrande?

Mais Lidas