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Lei do silêncio

Desde o início de 2012, há uma tentativa de se investigar a destinação dos recursos públicos no governo Paulo Hartung. Recursos meus, seus, de toda a população. Dinheiro que foi empregado em obras e investimentos que precisam ser analisados.

As denúncias que surgiram em relação ao governo passado, em qualquer lugar do mundo, seriam totalmente naturais. É muito comum que findado um governo se possa olhar sua atuação e discutir os passos dados no sentido de avaliar o que se avançou e no que se retrocedeu. Em qualquer lugar do mundo, mas não no Espírito Santo.

Há uma espécie de lei do silêncio na classe política, parte da mídia, empresariado e sociedade civil organizada, quando o assunto é governo Paulo Hartung. Ninguém tem autorização para perguntar como foram gastos os recursos públicos. Um governo que se orgulha de ter “reconstruído” o Estado, de ter contribuído com seu desenvolvimento econômico, de ter acabado com o crime organizado, deveria abrir as portas ao debate, permitir que suas realizações sejam discutidas.

Mas há um medo de se falar qualquer coisa contra o ex-governador Paulo Hartung, porque, segundo as lideranças, ele é “um homem muito poderoso”. O governo que se desenvolveu defendendo a democracia, impôs ao Espírito Santo uma dinâmica política que vai de encontro a tudo que defende no estado democrático de direito.

Com o mesmo rigor que o governo passado apontou o dedo para seus antecessores e para aqueles não estavam aliados ao seu projeto político, tenta impedir que suas ações sejam também julgadas. Faz parte do jogo político. O que tem de tão secreto no governo Paulo Hartung que a sociedade capixaba não tem o direito de saber?

O que faz com que a classe política continue presa a um governo que já acabou e a uma liderança política que vem perdendo prestígio eleitoral ao mesmo passo em que irregularidades no governo passado vão surgindo?

Fragmentos:

1 –  O senador Ricardo Ferraço (PMDB) foi à Bolívia e voltou reclamando das masmorras superlotadas de lá, dizendo que não são diferentes das do Brasil. Será que o senador esqueceu a denúncia de tortura nos presídios capixabas, que foram feitas à ONU?

2 – Parte da bancada capixaba saiu em defesa do deputado federal Marcos Feliciano (PSC), acusado de homofobia e racismos, sem falar em estelionato.  Será que isso vai render votos?

3 – Pixote, Lee Oswald, Derrama, Posto Fantasma. A cada novo episódio os aliados do ex-governador Paulo Hartung se complicam mais. Até quando a blindagem vai durar?

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