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Lógica inversa

Não sei o que é pior, a manifestação de “repúdio” a um protesto popular legítimo ou defender a “história democrática” do governador Paulo Hartung (PMDB). As palavras do senador Ricardo Ferraço (PSDB) para criminalizar a ocupação pacífica dos movimentos sociais ao Palácio Anchieta dessa terça-feira (8) só servem para uma coisa: atender ao discurso da gestão estadual e das elites capixabas, áreas da qual o senador é “chegadíssimo”. De fatos, mesmo, só os distorcidos. É preciso registrar o que o senador finge não saber: a mobilização que ele nega ocorre desde o ano passado, com uma pauta ampla, pedindo reunião com o governador. Como reação a essa postura de não dialogar com a sociedade civil organizada, os militantes já estão há nada menos do que três semanas na Secretaria de Estado da Educação (Sedu). E Hartung? Ignora-os completamente. O ato dessa terça foi realizado em um prédio público e, ao contrário do que diz o senador, sem depredação ou violência. E quem criou as condições para isso foi o próprio Hartung. Agora eu pergunto: onde Ricardo Ferraço estava nesse tempo todo? 
Ficou de fora
A propósito, a escalação do governador para intermediar as negociações com os movimentos sociais só confirma que o vice-governador César Colnago (PSDB) não está mais com essa bola toda. Até outro dia, em tese, o tucano é que conduziria essa área dos direitos humanos. 
Lado oposto
Já Padre Honório (PT), político do interior e eleito com os votos dos movimentos sociais e dos pequenos agricultores, atuou mais no sentido de evitar desgastes ao governo do que em favor da pauta das entidades, que defende a educação e a vida no campo. Quer dizer: ao invés de ajudar, atrapalhou.
Como? 
Por falar em educação, Hartung enviou projeto à Assembleia para revogar lei que proíbe a utilização de celulares nas salas de aulas das escolas estaduais. E o pior: a matéria teve urgência aprovada na sessão desta quarta-feira (9). Já perguntou à comunidade escolar o que é urgente, governador?
Como II?
O deputado Sérgio Majeski (PSDB) respondeu logo: “Urgente é que o governo cumpra a determinação judicial de reabrir as 13 escolas fechadas no início desse ano, urgente seria que o governo climatizasse as salas de aula, urgente é que o governo desdobre turmas com 48, 50, 60 alunos. Essas são questões urgentes”. Copiou?
Caos
O vereador de Vitória, Marcelão (PT), disparou contra a falta de merenda nas escolas municipais da educação infantil. A gestão do prefeito Luciano Rezende (PPS), diz ele, perdeu o rumo. “Na verdade, penso que nunca encontrou um norte. Foi eleita sem nenhum projeto consistente e assim vai terminar. Triste. Lamentável. Revoltante”.
Lá vem bomba
E não é que a CPI dos Empenhos resolveu marcar a data da leitura do relatório que será feito sob encomenda para desgastar a imagem do ex-governador Renato Casagrande (PSB)? Dia 20 de abril, anota aí.
Tem peso?
A bancada do PDT na Assembleia – Da Vitória, Euclério Sampaio e Luiz Durão – enviou carta ao presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, pedindo a saída do partido da base do governo Dilma. Significaria, neste caso, perder o Ministério das Comunicações. O documento chega lá em meio a tentativas da presidente de fortalecer a aliança.
Perda
O percussionista Naná Vasconcelos, que morreu nesta quarta-feira (9) vítima de um câncer, costumava frequentar o Carnaval do Congo de Máscaras em Roda D'água, Cariacica.
140 toques
“Reunidos na sede do PSB com Rede, PPS e PPL discutindo a crise nacional e posicionamento conjunto dos partidos”. (Renato Casagrande – PSB – no Twitter) 
PENSAMENTO:
“A diferença entre a galinha e o político é que o político cacareja e não bota o ovo”.  Millôr Fernandes 

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