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Mais difícil

A eleição do próximo ano está cada vez mais complicada. Faltando menos de dois meses para o fim do prazo para filiações partidárias, é difícil escolher a melhor acomodação, até porque também é preciso observar a movimentação fora do Estado.

Mas não é apenas a configuração do palanque majoritário que está tirando o sono dos possíveis candidatos para o próximo ano. São tantos problemas para acomodar, que fica difícil até elencar os obstáculos. O primeiro e mais importante é a nova configuração política. A fragmentação da base de Renato Casagrande é um cenário inevitável para a disputa de 2014.

 
Nesse sentido, as lideranças e os partidos precisam esperar a fumaça baixar, para depois buscar sua acomodação. Mas o tempo urge quanto ao prazo para as filiações e as definições majoritárias estão longe de estarem claras seja no Estado, seja em nível nacional. 
 
Esta mudança de partido é fundamental para a disputa do próximo ano, já que a eleição provavelmente terá menos vaga. Com o parecer da Advocacia Geral da União (AGU) e da Procuradoria Geral da República (PGR) contrários à Adin do governador contra a redução de vagas proporcionais, a probabilidade de os espaços diminuírem complica a disputa. 
 
Outro problema é o número de candidatos. Para deputado federal, por exemplo, temos algumas lideranças que vão contribuir para o congestionamento da eleição. A movimentação dessas lideranças pode resultar em uma renovação da bancada como nunca se viu.
 
Na Assembleia, as 27 vagas já colocam uma dúvida muito grande sobre quem serão os três excedentes. Isso sem falar nos que estão fora, de olho em uma vaga. As mudanças na Casa também podem ser muitas e o êxito dos atuais deputados ou dos postulantes a uma cadeira vai depender da escolha da coligação. 
 
Para completar, o clima entre os deputados não é o melhor do mundo, o que aumenta o desgaste e enfraquece o plenário. Para quem vai buscar votos na Grande Vitória, o episódio “pedágio” é mais um ponto desfavorável na hora de encarar o eleitor. Será que dá tempo de reverter tanto problema?
 
 
Fragmentos
 
1 – A primeira semana de trabalho na Assembleia Legislativa foi marcada pela tranquilidade para fora da Casa e de tensão dentro do plenário. É crise atrás de crise.
 
2 – O PCdoB do Espírito Santo discute as teses que vai defender no processo eleitoral. O encontro será na noite desta sexta-feira (9), na Assembleia Legislativa.
 
3 – Parece que a ex-deputada Rita Camata (PSDB) não vai mesmo disputar eleição de deputada federal no próximo ano. Vai se dedicar à coordenação da campanha do presidenciável Aécio Neves. Uma pena. 

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