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Mais que o mesmo

O desafio para os prefeitos que disputam o segundo turno em Serra, Cariacica e Vitória é convencer o eleitor que seu segundo mandato não será de mera continuidade. Quem está no cargo tem que disputar como se a nova gestão oferecesse muito mais do que a primeira.

É preciso que os atuais gestores entendam que se o que eles fizeram até aqui estivesse excelente, não teriam que disputar um segundo turno. Isso significa que mais da metade do eleitorado quer mais ou está insatisfeita. Por isso, um projeto de governo para um segundo mandato não pode visar apenas a manutenção dos programas implantados na gestão que está se encerrando.

Também não é interessante passar a campanha defendendo o mandato. Afinal, não se está disputando o passado, e sim o futuro. O que interessa não é o que foi feito e sim o que ainda precisa e pode ser feito dentro daquele projeto. O “avançar”, que tantos gestores usam em suas campanhas de segundo turno, deve conter propostas claras, concretas e não apenas uma promessa abstrata.

Os prefeitos até aqui, porém, estão mais preocupados em dizer que seus opositores só fazem criticar e não apontam soluções. Bom, oposição é para isso mesmo. Os candidatos da situação é que tem de ser mais efetivos em suas propostas, mais agressivos na defesa de seus projetos e procurar desconstruir as críticas dos adversários, mas com reações claras, certeiras.

Dos quatro prefeitos da Grande Vitória ainda na disputa, três passaram para o segundo turno e, obviamente, conviveram durante toda a primeira etapa da eleição com um jogo de todos contra um. Agora a disputa tende a ser mais equilibrada no um contra um.

E aí é que mora o perigo. Não basta apenas reagir às críticas dos adversários de forma truculenta, é preciso desconstruir o argumento de forma convincente. Na base da cotovelada só vão conseguir fazer com que o eleitor tome simpatia pelo adversário.

O momento é de apresentar planos atraentes para o futuro e saber falar na língua que o povo quer ouvir. Mensagens veladas e críticas ferozes e sem objetivos claros podem prejudicar mais do que convencer.

Fragmentos:

1 –  Na sessão dessa  nessa segunda-feira (10) na Assembleia, sobrou até para a bancada do PT a revolta do deputado Euclério Sampaio (PDT), contrariado com a rejeição do pedido de urgência do projeto de lei que suspende a cobrança do pedágio da Terceira Ponte.

2 – Aliás, o deputado publicou em sua página no Facebook a lista de votação. Foram sete deputados que votaram a favor da urgência: Amaro Neto (SD), Hércules Silveira (PMDB), Eliana Dadalto (PTC), Enivaldo dos Anjos (PSD), Euclério Sampaio (PDT), Janete de Sá (PMN) e Sérgio Majeski (PSDB).

3 – Os deputados federais do PT Helder Salomão e Givaldo Vieira foram contundentes em relação à votação da PEC 241, que chamam de “golpista”.

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