sexta-feira, abril 3, 2026
22.9 C
Vitória
sexta-feira, abril 3, 2026
sexta-feira, abril 3, 2026

Leia Também:

Mais rua, menos personalismo

A mobilização do último dia 30 surgiu com uma motivação muito boa que foi a de contestar a PEC 4330/2004, que trata da lei das terceirizações um tema que já abordamos várias vezes neste espaço. Que num primeiro momento se mostrou eficiente, já que conseguiu com uma estratégia bem montada paralisar as atividades na Grande Vitória. 
 
Mas, se aprofundarmos o olhar sobre o movimento, porém, vamos perceber que o que se viu na verdade foi uma movimentação personalista voltada para a eleição de 2014. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Estado, José Carlos Nunes, concentrou os holofotes, falou em nome do movimento, que na verdade, envolveu outras entidades. 
 
Nunes que disputou a eleição em 2010 para deputado estadual, obtendo pouco mais de 14 mil votos, fortaleceu sua imagem com o meio sindical para, quem sabe, construir uma nova candidatura no próximo ano. Mas a pauta que é bom, ficou só na retórica. 
 
O que chama a atenção é que a PEC em questão está no Congresso Nacional desde 2004. Por que só agora o movimento vai para a rua cobrar seus direitos. A questão da terceirização é um tema que já é bem conhecido do meio sindical, que precariza a mão de obra e escraviza trabalhadores, criando bolsões de desemprego. 
 
No Estado, alguns sindicatos, como os dos Metalúrgicos viu seu número de associados minguar justamente por causa desta questão. Enquanto os sindicatos se digladiam internamente por poder, as empresas se unem e deitam e rolam nas costas dos trabalhadores.
 
Ir para a rua cobrar não aprovação da PEC é uma medida interessante, mas esse movimento deveria ter sido iniciado lá atrás e não agora, que já ganhou corpo. Bom, no próximo dia 7 de setembro, os trabalhadores e a sociedade em geral voltam as ruas no Grito dos Excluídos. A pauta é a defesa do meio ambiente.
 
A coluna espera que haja menos personalismo no movimento deste sábado e que a população se conscientize da necessidade de ela também engrossar o movimento para cobrar não só melhorias na área trabalhista, mas uma independência social também. 
 
O foco da manifestação deve ser o pó preto da Vale, que tanto mal faz à saúde da população e ao meio ambiente. É hora de entender que essa pauta é tão vital quanto o emprego e o desenvolvimento e ir para a rua. 
 
Chega de pó preto!

Mais Lidas