Difícil embarcar em mais um discurso de perseguição ao Espírito Santo, como tenta emplacar a bancada capixaba no Congresso Nacional, depois do anúncio do corte de uma vaga na Câmara dos Deputados. Primeiro, a decisão nada tem a ver com as perdas financeiras. Segundo, e mais importante, a bancada que representa o Estado nunca foi um exemplo de articulação e união. Pelo contrário, os interesses pessoais sempre falaram mais alto. É frágil portanto a tentativa de justificar a reação em cadeia, com berros para todo os lados, no argumento de que a bancada vai perder força e o Estado sairá prejudicado. O novo coordenador do grupo, Paulo Foletto (PSB), que puxou o bonde dos insatisfeitos, saiu atirando na direção do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cheio de razão. Mas de verdade mesmo, simplificando, um deputado a menos não vai fazer a mínima diferença para uma bancada omissa e pouco proativa. O que mobiliza os deputados federais é a disputa de 2014. Pois se o bonde já está lotado, ai mesmo que não vai dar pra quem quer.
Mais um,menos um…
Segue…
A propósito, enquanto a bancada daqui fala, fala, fala, o Rio de Janeiro novamente saiu na frente e agiu. O senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) apresentou projeto de decreto legislativo que determina que sejam sustados os efeitos da decisão do TSE. Precisava só de um parlamentar capixaba, nem a bancada inteira…
Convenhamos…
O critério considerado pelo TSE faz todo sentido, vai. O cálculo deve ser feito com base nos dados do Censo de 2010, atualizados.
Não perde uma
Sobre o assunto, vale o registro da hiprocria do presidente da Assembleia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM), em entrevista à Rádio CBN, considerando que a Casa também pode perder três cadeiras com a decisão. Ele jura que se a redução fosse para conter gastos, em benefício da população, ai sim, o apoio seria evidente. Gosta de fazer uma média, hein!
Carona
A essa altura, quem deve está achando o máximo o reforço desse discurso é o ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Principalmente depois da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ajuizada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, contra o decreto que garantiu os incentivos fiscais ao setor atacadista no Estado. Hartung tem a faca e o queijo na mão para colocar tudo no mesmo bolo e posar mais uma vez de vítima. Afinal, ele só queria atrair mais investimentos para o Estado, coitado. Que mal tem nisso?
Carona II
Desde quando é comum as Câmaras de Vereadores prestarem contas de 100 dias de gestão, assim como os prefeitos? Jogada para plateia.
Sem previsão
Está ruim para o prefeito de Cariacica, Juninho (PPS). Aprovação de tíquete alimentação para os servidores pela Câmara coloca à tona mais uma promessa de campanha jogada para o longuíssimo prazo. Este é o problema de fazer propostas mirabolantes durante o período eleitoral. A fatura chega rápido.
O meu pode
O prefeito de Cachoeiro, Carlos Casteglione (PT), anunciou ainda mais cortes de gastos no município. Nada de obras, nada de reajustes para os servidores e muito menos aumento de salários para os professores. Está claro para qual lado a corda arrebenta? Vem comigo para a próxima nota …
O meu pode II
Interessante é que Casteglione já sabia dessas perdas no final do ano passado, mas nem por isso deixou de reajustar o seu próprio salário e dos 19 secretários do município, com base ainda nos últimos três anos. Esses gastos não prejudicam o município, certo?
140 toques
“O arremedo de PDM que está sendo gestado em VV não passa de um longa manus sobre Jacarenema. A cumplicidade do público com o privado é descarada”. (Ex-vereador de Vila Velha João Batista Babá – PT – no Twitter).
PENSAMENTO:
“A diferença entre quem entende de política e quem faz marketing político é que os primeiros partem do princípio de que o eleitor é inteligente e os segundos acham que o eleitor é imbecil”. Mauro Santayana

