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Mais vale a maçã na mão…

Ditados soam obsoletos quando digitados em um moderno iMac.  No entanto, eles ainda vagam por aí, repetidos apenas pela velha guarda – os jovens não conhecem e mal entendem, embora andem criando seus próprios, tipo, “Mais vale um texto mal digitado no iPhone que todo um dicionário correto”. A velha igreja, que tanto influenciou a história da humanidade, amarga o mesmo problema – os jovens estão cada vez mais escassos em seus bancos seculares.  
 
Os jovens ainda querem a maçã, mas apenas seu símbolo, como bem comprova o balanço dos últimos quatro meses da Apple: 74 milhões de  iPhone 6 vendidos no mundo todo, ou seja, 34 mil passando pelas registradoras a cada hora. Essa notícia causa inveja no mundo dos negócios, e põe a empresa no topo da lista da Forbers como a marca de maior valor de mercado, desbancando a velha Esso.
 
Com 80 mil funcionários, a empresa ficou  em quinto lugar em 2014 entre as marcas mais lucrativas. O primeiro lugar foi do Banco da China, o segundo o Walmart. Mas com os resultados nada surpreendentes desse balanço trimestral,  a Apple provavelmente será, além da empresa mais valorizada, também  a mais lucrativa de 2015. Chances desse quadro mudar? Muito escassas.
 
Mas no mundo dos negócios, como no amor e na guerra, nunca se sabe o que os próximos balanços podem revelar. Ou o que a concorrência anda aprontando.  Ou para onde vai a onda da preferência mundial. É o caso do iPad, antes o mais cobiçado objeto de desejos, hoje despencando nas vendas. O iPad foi o presente mais pedido ao Papai Noel no natal de 2010, mas caiu  para o terceiro lugar em 2013. No balanço desse trimestre, a Apple revela que as vendas despencaram 18%.
 
Tem alguém já pensando no Natal? Sim, os fabricantes de brinquedos. No Natal de  2013, o presente mais cobiçado foi o Sony BS 4; em 2012, foi o Smart Phone da Apple; em 2011 foi o Elmo cantor de rock, pelo menos entre a criançada.  O boneco de pelúcia foi também campeão em 2008. Não se deve invejar quem ganhou tudo isso, pois a inveja não garante a compra do objeto invejado.
 
 A Apple comemora a boa safra, mas não deve esquecer que nessa vida tudo passa, e bem pode acontecer  que, em um futuro próximo ou distante, ninguém mais queira andar pendurado em um  celular de última geração. Se os chineses conseguem copiar tudo e todos, sabe-se lá se ainda vão inventar a comunicação telepática, e adeus aparelhinhos sofisticados, com caras contas no fim do mês.
 
Quanto à igreja, também não deve esquecer que a fé remove montanhas. Mas o problema não é da falta de fé, e sim pelo excesso de facilidades. Os jovens americanos não rezam porque têm tudo de que precisam – mais saúde e mais oportunidades na vida, concluindo-se que só reza quem está numa pior.  Nos States, um estudo recente revelou que os jovens confundem religião com o Partido Republicano. Ou seja, o que falta é fé nos políticos, não em Deus.

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