Nesse sábado (1) o PSOL se reuniu para avaliar o processo eleitoral do Estado e elaborou um longo documento, com a análise do resultado das urnas tanto em relação aos eleitos, quanto ao seu próprio desempenho na campanha. Um exercício muito importante para a democracia que mostra o amadurecimento do partido no Estado.
Tanto na campanha estadual quanto em nível nacional o partido manteve uma postura muito coerente com seus ideais. Em um estado em que a política de grupo se sobressai aos partidos, o PSOL deu uma lição de como essa política é benéfica para a democracia.
Constatou o conjunto do partido ainda no período pré-eleitoral que a disputa que se estabelecia para o Palácio Anchieta não representava discussão programática para o Espírito Santo. Avaliaram que a disputa de Renato Casagrande (PSB) e Paulo Hartung (PMDB) se dava no campo do Poder e o PT havia se perdido no meio desta disputa por causa dos compromissos nacionais.
O PSOL se colocou como oposição não a Casagrande, simplesmente, que é o governador, mas ao projeto político dos últimos 12 anos no Espírito Santo, que incluía todos os demais adversários, exceto Mauro Ribeiro (PCB), e que não contemplava as reivindicações da população.
A candidatura de Camila Valadão, em um primeiro momento, causou nos meios políticos uma certa descrença, por ser uma figura nova, aliás bem nova. Para alguns analistas, o candidato deveria ser André Moreira, que disputou o Senado, por ter mais experiência.
Mas logo no início da disputa, Camila mostrou que tentar diminuir seu papel político por causa da juventude não seria um caminho acertado, tanto que a partir do segundo debate ninguém mais queria usá-la como escada.
Passada a eleição, o partido manteve a coerência, anunciando que será oposição ao governo Paulo Hartung. Diferentemente dos outros partidos, sobretudo os que estiveram no palanque de Renato Casagrande, que já buscam aproximação com o novo governo. O PT, então, nem se fale, já tem gente fazendo as apostas sobre os espaços que o partido vai ocupar no novo governo.
Como bem definiu o diretório do PSOL, nada se alterou no processo, exceto a relação com o PSB, que também fazia parte do condomínio de poder. Esta situação, exigira uma oposição forte, mas pelo silêncio que parte do PSB, esse contraponto deve mesmo ficar apenas por conta do PSOL.
Fragmentos:
1 – A Câmara da Serra segue derrubando o quórum para não votar os projetos da prefeitura. Enquanto isso, a cidade espera que vereadores se entendam.
2 – Os deputados que estão deixando a Assembleia estão preocupados é com as emendas individuais ao Orçamento do Próximo ano, uma forma de tentar agradar as bases, pensando no futuro.
3 – A eleição para o Diretório Central dos Estudantes (DEC) da Ufes será nos dias 17 e 18 de novembro de 2014. Cinco chapas concorrem e a eleição promete ser bem disputada.

