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Mão fechada

 
 
A tímida participação dos empresários nas doações de campanha até agora tem explicações. O setor anda pra lá de preocupado com acusações de caixa dois e agora exigem nota fiscal e o caramba a quatro. Ninguém quer doar em aberto, principalmente neste momento, para não aparecer nas prestações de contas iniciais – além desta primeira parcial, há outra no dia 6 de setembro. Embora os candidatos corram atrás dos empresários em busca de um troco daqueles de encher os olhos, eles só pretendem liberar a bufunfa após o próximo prazo. Porque aí só aparecerão na prestação de contas final, um mês após a eleição. Com essa estratégia, os empresários evitam também revelar suas apostas nos dois principais “cavalos”, o governador Renato Casagrande e o antecessor Paulo Hartung (PMDB). A diferença nos valores das doações tem muito a revelar. O melhor negócio, em todos os sentidos, é ficar na espreita, só observando o termômetro da disputa.
 
Vai e volta
Chama atenção nessa primeira parcial da prestação de Hartung que todos os doadores também constam na lista de despesas. O mesmo valor que foi pago, volta em forma de doação. Tanto de empresas como pessoas físicas. Somente o gerente da campanha, Otaciano Neto, recebeu os R$ 7,5 mil que doou e ainda R$ 45 mil. Os demais, a conta ficou no zero. É o que chamam no mercado de operação fictícia. 
 
Vai e volta II
No caso de Casagrande ocorre o mesmo, porém, apenas com um doador. O diretor-geral da CTA, Humberto Ker de Andrade, no valor de R$ 21 mil. Pode até ser prática comum, mas que é esquisito, é.
 
Sem abraço
No gancho do novo slogan de campanha do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) -“abrace o Espírito Santo. O futuro é agora” -, a coluna sugere outra campanha: “abrace a deputada federal Rose de Freitas (PMDB), Hartung!
 
Sem abraço II
No site de Hartung, tem abraço para tudo quanto é lado. Mas a pobrezinha da Rose, que deveria ser sua candidata ao Senado, não aparece em nadica de nada. E ela ainda insiste em tentar provar o contrário. Ah, coitada!
 
Na rede
Casagrande já começou a postar, no You Tube, as matérias do seu Repórter Mobile. O assunto da vez foram os 152 anos de Viana. “Lá não é lugar de masmorras…”
 
Homenagem
A Assembleia aprovou projeto de lei do deputado Paulo Roberto (PMDB) que denomina Valdenir José Belinelo o Centro de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo, em São Mateus. O professor, que atuava na direção do Hospital Roberto Arnizaut Silvares, foi assassinado há dois anos no município e, até hoje, o crime continua impune.
 
Providencial
Não deixa de ser, também, uma jogada política de Paulo Roberto, que tem como principal adversário na região o deputado Eustáquio de Freitas (PSB). Recentemente, circulou pelo município panfleto que lança fortes suspeitas a Freitas no caso.
 
Nacional
A secretária de Comunicação de Vitória, Margô Devos, ganhou seus 15 minutos de fama no jornal O Globo. Foi acusada de “complô e perseguição” por Roberto Junquilho, o jornalista demitido pela prefeitura após a operadora Oi cobrar dele quase R$ 28 mil, indevidamente, por uso de celular funcional em viagem de férias à Europa.
 
140 toques
“Ibope: Dilma tem 38% das intenções de voto; Aécio, 22%; e Campos, 8%”. (Vereador de Vitória Namy Chequer – PcdoB- no Twitter).
 
PENSAMENTO:
“Não existe político barato”. Curtis L. Johnson

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