Sexta, 17 Setembro 2021

Marca registrada

 

Deixemos de lado um pouco os homicídios. A questão envolvendo os policiais militantes e civis, que decidiram não apoiar a candidatura a prefeito do ex-secretário de Segurança (Sesp) Rodney Miranda em Vila Velha, nada mais é do que resposta a outra marca atribuída ao demista: a falta de investimentos nas polícias, durante o longo período em que respondeu pela pasta estadual. O que resultou em um quadro de sucateamento e abandono, além de ter gerado as piores crises entre o comando militar e o Executivo. Esse histórico pesado de Rodney é o que cria uma situação incomum na eleição, pois, geralmente, quando um representante da força militar torna-se candidato, a categoria tende a apoiá-lo. Mas a negligência do delegado Rodney não permite a unidade, e sim o racha. De um lado, os policiais que sentiram na pele a desastrosa gestão do demista. Do outro, a Guarda Municipal, iludida com o discurso midiático de promessas. No meio, os eleitores de Vila Velha, que obviamente têm todo o direito de votar e eleger Rodney. Mas depois não vale reclamar: é comprar gato por lebre.
 
Conveniências
Como as eleições são movidas por interesses do momento, Rodney apresenta garantias para a Guarda Municipal como armamento, contratações, aparelhagem e etc, em discurso oposto às suas ações à frente da Sesp. E mais ainda em relação à cautela e resistência que ele sempre demonstrou ter em relação ao uso de arma pela categoria. Agora vale tudo. Depois é que são elas. 
 
Segue...
A questão, aliás, é polêmica e questionável. Debates apontam que a guarda metropolitana, que tem o papel de proteger o patrimônio público, deve ter caráter social, não repressivo. Também é o que indicam as boas experiências espalhadas país afora. Debate faz-se necessário. 
 
Fogo cruzado
A propósito, o problema do anúncio dos prefeitos petistas reeleitos Carlos Casteglione (Cachoeiro de Itapemirim) e Leonardo Deptulski – Batata (Colatina) de apoio a Rodney no segundo turno, já foi levado para as internas do PT. As bases estão incomodadas e a cobrança é por uma manifestação do partido. A crise é latente.
 
Fogo Cruzado II
O presidente regional da sigla, José Roberto Dudé, já esteve com os prefeitos; a deputada federal Iriny Lopes tem enfatizado que isso não pode passar despercebido, e o subsecretário estadual de Direitos Humanos Perly Cipriano, em encontro casual com o presidente do Banco de Desenvolvimento do Estado, Guerino Balestrassi, que participou da manobra, demonstrou a ele sua revolta. Tem muito para render. 
 
Contradição
Aliado do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), Guerino tem influência direta sob Batata e ajudou a angariar recursos para as duas candidaturas. A conta foi cobrada e os dois declararam apoio a Rodney. PT e DEM não se misturam. 
 
Muda nada
Projeto do deputado estadual Sandro Locutor (PV) quer estabelecer regras para as pesquisas eleitorais no Estado, para impedir a manipulação do eleitorado. Mas a legislação eleitoral já dispõe sobre o assunto. É caso sem solução mesmo. 
 
Comovente...
O vereador de Vitória Dermival Galvão (PMDB) chora as pitangas da derrota de sua candidatura à reeleição em artigo publicado no site da Câmara. Assunto pessoal no público, é isso mesmo?
 
Sem nexo
Edson Ribeiro (PSDC), último colocado na disputa em vitória, não quer mesmo largar o osso. Quem está interessado nesse festival de notas? Já deu.
 
140 toques
“Movimentação na Câmara da Serra. É a eleição da presidência!”. (Vereadora Sandra Gomes – PSDC – no Twitter).
 
PENSAMENTO:
“Quem se empenha em fazer sucessor quer suceder a ele”. Carlos Ayres Britto 

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