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Meia volta

Em junho, julho e agosto, o governador Paulo Hartung (PMDB) investiu fortemente em uma agenda de entregas no interior do Estado. Ficou sumido um tempo, depois da crise da Polícia Militar, mas a partir do segundo semestre resolveu investir na imagem no Estado, tentando equilibrar o jogo com a senadora Rose de Freitas (PMDB), rainha dos prefeitos. 
 
Em setembro, quando o Superior Tribunal de Justiça (STJ) arquivou a citação ao governador Paulo Hartung (PMDB) em delação premiada do ex-executivo da Odebrecht Benedicto Júnior, entendendo que não se beneficiou de “caixa-dois” a estratégia mudou. O governador retomou uma movimentação pré-crise da PM de ampliação de sua imagem para o campo nacional. 
 
A intenção de Hartung seria a de tentar encaixar seu nome em uma chapa presidencial e várias tentativas de encaixe foram feitas, vendendo a ideia de que o governador com sua excelência em gestão poderia pavimentar o caminho do equilíbrio para fugir dos extremismos. A possibilidade de o governador de São Paulo Geraldo Alckmin vir a disputar a Presidência em 2018, porém, fechou esse caminho para Hartung, já que o tucano tem o mesmo perfil e um eleitorado muito maior. 
 
Na mesma semana em que as movimentações nacionais parecem ter azedado para o governador, ele retoma as agendas do interior, volta a fazer entregas e se volta para as pautas regionais. O que pode significar um alerta ao vice-governador César Colnago. 
 
O vice estaria se fortalecendo para a disputa do próximo ano. A impressão passada nos meios políticos era de que o governador fosse se afastar em abril para buscar a acomodação nacional. Mas a retomada da agenda local pode significar que ele não saia do governo e se mantenha para disputar a reeleição. 
 
Por outro lado, o governador pode também buscar uma forma de fortalecimento para a disputa ao Senado ou ainda pode se desincompatibilizar, mas ainda assim disputar a eleição ao governo. De qualquer forma, o cenário segue paralisado com as movimentações cada vez mais incertas do governador. 
 
Fragmentos:
 
1 – A reforma da Previdência pode comprometer a reeleição de muita gente. A falta de clima para a votação mostra que a classe política está preocupada. O governador é favorável, agora a dúvida é se ele vai continuar apostando nesse discurso de que o eleitor não vai rejeitar quem defende a matéria. 
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2 – Se na disputa de deputado federal, o PR está bem adiantado com as disputas da ex-deputada Lauriete e o reforço do deputado estadual Gilsinho Lopes, para a disputa à Assembleia Legislativa, a situação é diferente. O partido não tem quadros de destaque para a eleição.  
 
3 – O vereador de Barra de São Francisco, Mulinha (PDT) denunciou ao Ministério Público o prefeito Alencar Marim (PT) de ter descumprido prazos determinados pela Lei Orgânica para apresentação do Plano Pluriaual.

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