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Melhor deixar prá lá

 

O encerramento da CPI dos Empenhos sem indiciar o ex-governador Renato Casagrande (PSB) e ainda aprovando o alívio a dois outros ex-secretários levou o mercado político a questionar: ué, Hartung desistiu da briga com Casagrande? Depois de os aliados palacianos terem forçado tudo que podiam para incluir o socialista, simplesmente desistiu? Não. Não desistiu.

O que mudou foi a estratégia. Hartung parece ter entendido que são justamente essas esticadas de corda que dão visibilidade ao seu antecessor. Agora, deve chegar à Assembleia as contas do ex-governador de 2015, não se espante o leitor se elas passarem sem problemas.

Quando a CPI ganhou um adendo dos líderes do governo, acreditou-se que o objetivo era o de criar condições para rejeitar as contas na Assembleia e transformar Casagrande em um “Ficha Suja”, tirando-o do jogo político de 2018. O que daria um espaço muito grande para que Casagrande fizesse um discurso político forte de perseguição patrocinada pelo Palácio Anchieta. E quem não gosta de uma vítima?

Tudo isso seria mágoa do duro processo eleitoral entre os dois em 2014, o ponto alto de uma rusga que começou em 2010, quando Hartung aceitou Casagrande como sucessor, depois de um acordo nacional entre o PMDB, PT e o PSB.

Depois do processo eleitoral deste ano, em que as vitórias de Casagrande não foram tão significativa para manter a estatura política que ele tinha quando deixou o governo. Outro problema do socialista é a falta de quadros em seu partido e entre os poucos aliados que tem para lhe garantirem uma base política forte para 2018.

Mas Casagrande não está morto. O ex-governador ainda tenha uma boa imagem com o eleitorado e a política de serviços de Hartung quase inexistente, ajude a construir um discurso interessante para o adversário. O que poderia manter o ex-governador bem longe do horizonte de Hartung é justamente seu esquecimento.

Mantendo-o na planície, sem visibilidade, Casagrande terá sua popularidade minguada nos próximos dois anos. Sem trazer o socialista para o holofote, ele evita que Caagrande ganhe espaço. E o que é um político sem visibilidade? É pior que ter visibilidade negativa.

Fragmentos:

1 – Mesmo com toda a movimentação dos aliados do deputado Theodorico Ferraço (DEM) no sentido de antecipar a eleição e garantir sua quarta recondução à presidência da Assembleia, ele deve mesmo enfrentar o hoje secretário de Assistência Social do Estado, Rodrigo Coelho (PDT).

2 – O secretário que está de malas prontas para retornar à Assembleia, já vem conversando com deputados estaduais, não sobre a eleição. Jeitoso, como sempre, Rodrigo Coelho vem comendo pelas beiradas, ganhando a confiança do plenário para desarmar as desconfianças dos parlamentares.

3 – Aliás, Rodrigo Coelho é tão jeitoso no fazer política, que conseguiu sair do PT sem levar marca nenhuma do partido e, de quebra, se descolar do prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Carlos Casteglione. É como se tivesse nascido pedetista.

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