
Tudo bem que o Partido Ecológico Nacional (PEN) está mais do que interessado em explorar o campo eleitoral que poderá ser aberto com a provável filiação do deputado federal Jair Bolsonaro (ex-PSC/RJ) para construção de sua candidatura à Presidência da República em 2018, como anunciado recentemente. Mas o presidente regional da sigla, deputado estadual Rafael Favatto, passou da dose ao tratar o assunto no jornal A Gazeta nesta segunda-feira (7). “Nada o impede de se tornar um defensor das bandeiras ambientais”, forçou o deputado, sobre um político conhecido no País por declarações polêmicas e preconceituosas contra índios e quilombolas, além de defensor dos interesses ruralistas. A contradição é tanta, e reconhecida pelos próprios filiados, que o PEN já divulgou uma enquete para mudar de nome. Caso Bolsonaro confirme sua migração na abertura da janela partidária, em março de 2018, o partido passará a ter como dono um deputado com propostas de direita, pra lá de conservadoras e antiambientais. E nenhum problema para o PEN, pelo contrário. Por que? Muito simples: o partido não tem identidade ideológica e nunca defendeu bandeiras ambientais, é ecológico só no nome. Isso não é novidade no País, inclusive admitido pelo próprio presidente nacional Adílson Barroso, nem no Espírito Santo. Mas Favatto, que se vale dessa condição para se manter há anos na presidência da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia e também não tem histórico na área, insiste em negar o óbvio. Quer enganar quem?
Mais do mesmo
Aliás, assim como o PEN, o Partido Verde (PV) segue a mesma lógica no Estado. Não há lideranças identificadas com a área, mas se aproveita do batismo para levar presidências de comissões nos legislativos municipais, o que rende vitrine política.
Recordista
As costas do secretário de Estado de Esportes, Max da Mata (PDT), não eram tão quentes assim, hein! Explorou a pasta, colecionou insatisfações, e o resultado está aí: não completou nem seis meses no cargo.
Recordista II
Embora a saída de Max ainda não tenha sido publicada oficialmente, o mercado político a considera irreversível, a ponto de já ter anunciado o substituto, o atual diretor-geral da Assembleia, Roberto Carneiro (PDT).
Pois é…
O deputado estadual Sérgio Majeski (PSDB) deu bom dia aos seus seguidores no Facebook, nesta segunda-feira (7), com a seguinte frase: “Em tempo, eu continuo acreditando no delator”. Comentário vem na esteira do pedido de arquivamento da denúncia contra o governador Paulo Hartung na Lava Jato, por suposto recebimento de caixa dois da Odebrecht.
Pede a receita!
Se Hartung, tudo indica, vai sair dessa tempestade, com o pedido da Procuradoria Geral da República, como fica a situação do ex-governador Renato Casagrande (PSB), investigado pela mesma coisa?
Parceria
Quarto suplente da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, Carlos Manato (SD), se bobear, já presidiu até agora mais sessões da Casa do que o próprio presidente Rodrigo Maia (DEM). Função confiada a ele é resultado da antiga parceria política entre os dois, sintomática, também, na votação da semana passada, quando Manato se posicionou contra o presidente Michel Temer.
Em campo
O casal Theodorico Ferraço e Norma Ayub, do DEM, circulou pela região sul do Estado, onde tem reduto eleitoral, na última sexta-feira (5). Passaram por Cachoeiro de Itapemirim, Vargem Alta, Castelo, Conceição do Castelo e Guaçui.
Projeto
O ex-vereador de Vitória, Aloisio Varejão, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) documento para criação de uma nova sigla, o Partido Força Brasil. Com abacaxis na Justiça e incluído como réu na Operação Naufrágio, Varejão tenta retornar à cena política. Na disputa de 2016 à Câmara, acabou na primeira suplência, pelo PSDB.
140 toques
“Os deputados que votaram a favor de Temer, na ultima quarta-feira, estão cortando um dobrado. O povo está detonando. É só o começo!”. (Deputado federal Helder Salomão – PT – no Twitter).
PENSAMENTO:
“Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância”. Sócrates

