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Mês das noivas

O mês de maio é conhecido com o mês das noivas e, pelo andar da carruagem, essa mesma lógica valerá para o mercado político este ano. O processo eleitoral se acelera com a entrada mais efetiva do governador Renato Casagrande no debate eleitoral, como prometeu, o que levará seu principal adversário, o ex-governador Paulo Hartung (PMDB), a também se posicionar de forma mais clara. 
 
É aí que entram as noivas, aquelas lideranças e partidos a quem os principais atores políticos vão tentar atrair para seus grupos. Para atraí-las, é preciso oferecer dotes, neste caso, a vaga da senadora Ana Rita (PT), em disputa este ano, e a vice na composição da chapas majoritárias ganham uma importância fundamental. 
 
Para os grupos que estão interessados meramente na proporcional, também é preciso atrativos. Coligações bem estruturadas que garantam a competitividade para as vagas de deputado federal e estadual trazem benefícios mútuos, ao mesmo tempo em que ajudam os partidos a atender a eterna meta de suas nacionais de eleger bancada, que garanta tempo de TV e fundo partidário. Esses casamentos ajudam o candidato majoritário, fortalecendo seu palanque. 
 
Os ex-prefeitos da Grande Vitória são as lideranças mais cobiçadas para o noivado: João Coser (PT) e Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), de Vitória; Sérgio Vidigal (PDT), da Serra; e Neucimar Fraga (PV), de Vila Velha, estão discutindo a vaga ao Senado nos dois palanques que se colocam. E o parceiro ideal para o palanque pode significar êxito ou derrota. 
 
Mas também vai ter noiva sendo arrastada para a delegacia nas articulações deste ano, que o diga o vice-governador Givaldo Vieira, vai ter de fazer cara de paisagem ao lado do governador Renato Casagrande e, mesmo a contragosto, se unir ao palanque do PMDB. 
 
O mesmo deve acontecer com Guerino Balestrassi e Cesar Colnago, só que do outro lado. Mesmo estando os dois tucanos dispostos a articular uma estratégia de apoio a Paulo Hartung, estão sendo arrastados pela maioria do partido para o palanque de Casagrande. Embora pareça estranho o casamento de pomba com tucano, tem tudo para acontecer no Estado. 

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