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Mesmice

Os bastidores da PEC que pretende reeleger pela quarta vez Theodorico Ferraço (DEM) presidente da Assembleia Legislativa são cenas de um enredo repetido. Assim como ocorreu em eleições anteriores, o demista diz não saber de nada, quase tem raiva de quem sabe, e também jura não querer nada. Na linguagem de Theodorico, porém, costuma significar exatamente o contrário: é candidatíssimo a permanecer na vaga. Da mesma maneira, mais uma vez aparecem grupos “antagônicos” nas prévias da escolha. Têm os deputados que fecham com o presidente logo de primeira e aqueles que ensaiam uma reação, dizendo-se insatisfeitos, mas depois logo repetem o coro em favor do demista. No atual cenário, existem todos esses personagens. Cacau Lorenzoni (PP) já teria reunido as dez assinaturas necessárias para a PEC, enquanto o grupo que se diz dissidente também contaria, de saída, com dez deputados. Mas o que parece, mesmo, é que essas movimentações não passam de cortina de fumaça para imprimir um viés democrático ao processo. No final do filme, tudo irá convergir para legitimar a recondução de Theodorico ao comando da Casa. Alguém arriscaria sugerir um desfecho inédito?
Metade
Do lado da PEC, além de Cacau, os nomes que já circulam por aí são de Marcelo Santos (PMDB), Bruno Lamas (PSB), Enivaldo dos Anjos (PSD) e Hudson Leal (PTN). Nesta quarta-feira (1), aliás, dizem que sai a lista oficial.
Ausentes
Já dos dissidentes, quem se manifestou em recente matéria de A Tribuna foram os deputados do PDT Dá Vitória e Euclério Sampaio. Os dois, porém, nem aqui estão nesta segunda, data da reunião para debater o assunto. A bancada do partido – tem ainda Luiz Durão – foi ao Rio de Janeiro acompanhar o julgamento da expulsão do deputado federal Sério Vidigal por conta da votação do impeachment.
Disco arranhado
O governador Paulo Hartung (PMDB) relatou nas redes sociais as viagens recentes que fez na sua profissão de palestrante. Lá pelas tantas, soltou pela milésima vez: “O cobertor está curtíssimo”. Putz, não tem como criar umas frases novas, pelo menos? 
Holofotes
A propósito, compareceu Deus e todo mundo da classe política em Pinheiros na manhã desta segunda-feira (30) para o oba-oba ao lado de Hartung da retomada das obras na barragem de Pinheiros – Boa Esperança. Todo mundo querendo aparecer bem na foto. Só que aí…
Surpresinha
Um protesto dos servidores do Incaper, que estão em greve, lembrou ao governador e seus aliados que nada nesse governo são flores. Quem esteve por lá conta que Hartung “perdeu a linha”, teria chamado os servidores de “povinho”, e ainda disse a eles que deveriam agradecer pelo pagamento em dia dos salários, assim, com se fosse até um favor. É mole ou quer mais?
Balde de água fria
Da cota do PT que insistia em não desembarcar do governo Temer, Magno Pires acabou exonerado da Superintendência da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) “por mal”. E o pior: nem foi avisado. Ele diz que a motivação é política e atende a pleito do deputado federal Lelo Coimbra (PMDB), que tem os terrenos de marinha como bandeira. Já Lelo atribui a exoneração ao aumento de até 500% nas taxas aplicadas neste mês.
Segue…
O deputado federal se manifestou pelo Facebook: “(…) Se tivesse o mínimo de bom senso já teria pedido sua exoneração. Sua decisão de aumentar o valor dos imóveis para efeito da cobrança, se ainda causa dúvidas técnicas, do ponto de vista político foi um desastre (…). Outro que também apareceu nas redes sociais com discurso semelhante foi o senador Ricardo Ferraço (PMDB): “Foi na gestão dele que os capixabas tiveram reajustes exorbitantes”, completou. Como falam por aí: “deu ruim”.
Calmaria
Com a saída de Guerino Zanon (PMDB) da secretaria de Estado de Esportes para voltar à sua cadeira na Assembleia, já tem gente comentando que a Casa irá perder aquela “vibração” toda de José Esmeraldo (PMDB). E que “vibração”, hein?!
Crise seletiva
O deputado estadual Hércules Silveira (PMDB) criticou nesta segunda-feira (30) o governo do Estado e as prefeituras dos municípios por onde passaram os andarilhos dos Passos de Anchieta na edição deste ano. A tradicional caminhada não recebeu apoio financeiro. É o que eu digo, dinheiro para os “chegados” nunca falta…
Nas redes
“Não podemos deixar o nosso presidente estadual [Sérgio Vidigal] sofrer por defender seus ideais”. (Deputado estadual Da Vitória – PDT – no Facebook.
PENSAMENTO:
“O poder sem moral transforma-se em tirania”. Jaime Balmes

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