Quando era uma empresa estatal, a então CST criou um plano de previdência privada para tentar melhorar a aposentadoria dos funcionários. Usou o dinheiro dos funcionários e dinheiro público também, já que era uma estatal.
Esse relato é bom para saber como a privatização é um processo nefasto. O programa de previdência acumulou muito dinheiro ao longo dos anos e só atendia seus funcionários. Com a privatização, a empresa tomou conta do sistema e passou a indicar os funcionários gestores desse fundo.
Desse plano, outros foram criados, mas sempre tentando tirar o capital que os trabalhadores tinham na empresa. Quem mudou de plano perdeu capital. Hoje, o plano tem R$ 320 milhões acumulados, isso sem contar o rotativo. Agora existe uma proposta de juntar os planos e dividir R$ 32 milhões só para o pessoal do plano um.
Quando começou a operar, a empresa tinha mais de mil funcionários, hoje são 489. No início da operação, a aposentadoria iria para os dependentes após a morte do funcionário. Hoje, não. Daí a redução do número de aposentadorias pagas.
Neste contexto, o sindicato está na contramão da história. Porque todas essas mudanças, com perdas significativas para o trabalhador estão acontecendo com o conhecimento do sindicato, que não participa de nenhuma reunião dos planos.
Com a união dos planos, a empresa vai comer o que resta do dinheiro. Se o sindicato existe para defender os direitos dos trabalhadores da empresa, precisa ficar atento a tudo que diz respeito aos recursos que o trabalhador recebe. E isso não pode passar ao largo. A CST, hoje ArcellorMital, está metendo a mão no dinheiro dos aposentados. E o sindicato, não vai fazer nada?
O trabalhador também tem que cobrar da entidade que defenda seus interesses. Se a direção sindical cruza os braços, cabe ao trabalhador cobrar isso. Ainda mais agora, em que a direita está tomando o poder.
Acorda gente!

