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Momento delicado

Que a disputa presidencial vai ter reflexos no cenário eleitoral capixaba, como nunca antes ocorreu, é um fato conhecido nos meios políticos. Mas o momento eleitoral tem uma influência ainda maior. Com a queda de Dilma Rousseff nas pesquisas, o próprio PT entende que começa a ficar difícil manter  o ex-governador Paulo Hartung (PMDB) à frente do palanque presidencial.
 
Além de não pedir votos para Dilma, Hartung pode se alinhar ao PSDB, de Aécio Neves, que finalmente cresce nas pesquisas. Já o PT capixaba sente que haverá uma saia-justa em voltar para o palanque de Casagrande, caso isso acontença e o PT nacional pressione para que haja o isolamento de Eduardo Campos nos estados. 
 
Tudo isso pode levar a um palanque isolado do PT, que vai complicar muito a meta do partido de eleger um senador pelo Espírito Santo, além de atender às metas locais de manter a bancada de cinco deputados estaduais e a representação na Câmara dos Deputados. 
 
Já Casagrande continua oferecendo sua neutralidade para fazer uma aliança ou com PT, cedendo o espaço para a candidatura ao Senado e garantido o palanque de Dilma; ou com o PSDB, oferecendo também o senado para Luiz Paulo Vellozo Lucas puxar o palanque de Aécio. 
 
E se nada disso acontecer, Casagrande pode se unir aos prefeitos que tem, aos partidos que tem, e assumir o palanque de Eduardo Campos no Estado. Se Dilma vencer, o que pode perder o Espírito Santo em âmbito federal? Os recursos que podia perder, já perdeu. Além disso, Casagrande pode ganhar um grande aliado não só para a eleição. 
 
O senador Ricardo Ferraço (PMDB) caminha para se tornar uma liderança no Senado, comanda duas importantes comissões e pode ajudar a construir uma nova relação com Brasília. Mas isso é para depois. Neste momento, a coisa está voltada para as acomodações. Até o fim de maio, o cenário deverá estar bem mais claro. 
 
Fragmentos:
 
1 – O senador Ricardo Ferraço vem trabalhando para fortalecer a imagem de defensor da questão financeira do Estado. Nesta terça-feira (29), ele alertou para o crescimento das operações de crédito em favor dos estados.
 
2 – Alguns deputados estaduais estão dispostos a roer o osso da Rodosol até o fim. E outros a já roer o osso da BR-101. Se isso vai virar voto é que não se sabe. 
 
3 – O desfile de lideranças políticas de todas as religiões na Festa da Penha já é bem conhecido na história do Estado. Em ano eleitoral, a coisa se multiplica.

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