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Monólogo

O governador Paulo Hartung (PMDB) vem reafirmando que seu governo é de diálogo, mas diz uma coisa e suas atitudes mostram outra. Na entrevista virtual – hangout – que realizou na manhã dessa quarta-feira (27), Hartung tentou mostrar uma imagem menos institucional, menos elitista, sem gravata, mas repetiu o mesmo texto decorado que vem usando desde a eleição. 
 
A audiência não foi lá essas coisas, afinal, o canal usado não é assim tão popular como pensava. Palestras em eventos empresariais também não vão ajudar a popularizar sua imagem. Se a estratégia é se aproximar do povão para ganhar musculatura e reagrupar a unanimidade, é preciso repensar os planos. 
 
Ainda nessa quarta-feira, uma passeata de alunos pedia diálogo sobre o polêmico projeto Escola Viva, promessa de campanha de Hartung. O governador repete que o governo abriu diálogo sobre o projeto, que acolhe a participação da comunidade escolar, mas na audiência pública promovida pela Comissão de Ciência e Tecnologia, na Assembleia, não enviou ninguém para o debate. 
 
E mais, o secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Roberto, saiu dando cotovelada no presidente do colegiado, Sérgio Majeski (PSDB), que reagiu expondo a falta de respeito do governo com a Assembleia. 
 
A situação é perigosa para Hartung, e o momento político que o governador vive é diferente daquele encontrado em 2003. Não dá mais para tratorar, dizer o que é melhor ou não para a população sem ouvi-la, e empurrar projetos goela abaixo. 
 
O governo diz que  projeto foi bom porque trouxe a educação para a agenda do Estado. Verdade. Mas não adianta só a sociedade gritar do lado de fora e o governo fingir que não ouve. Se não ouvir por bem, vai acabar tendo de ouvir por mal. 
 
Fragmentos:
 
1 – O deputado estadual Edson Magalhães apresentou os resultados dos seus primeiros cem dias de mandato na Assembleia Legislativa, em Guarapari, seu reduto eleitoral. Participaram do encontro vereadores, lideranças comunitárias, conselhos municipais, educadores e empresários.

 

2 – De saída do DEM, o deputado está à procura da sigla certa para a disputar a eleição municipal no próximo ano, quando vai enfrentar o ex-aliado Orly Gomes (DEM). Magalhães é favorito.

3 – Entre as siglas que disputam o deputado está o PP e o PMDB. O deputado Sandro Locutor chegou a convidá-lo para o PPS, mas para esse partido Magalhães não vai. Ele saiu do partido por incompatibilidades com o então presidente da sigla, o prefeito de Vitória, Luciano Rezende

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