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Mudança já!

Estamos a 40 dias das eleições gerais, inclusive com a escolha do presidente da República. Mas uma movimentação política ainda mais importante começa daqui a pouco mais de 10 dias. No próximo dia 1 de setembro, terá início a campanha pelo plebiscito exclusivo sobre a reforma política no País. Claro que as decisões não vão valer para o processo eleitoral deste ano, mas é um norte para que na próxima eleição, possamos, quem sabe, ter um cenário político diferente, com normas democráticas de fato.
 
Quando a coluna fala sobre democracia plena, fala especificamente sobre o sistema político brasileiro, principalmente no que diz respeito ao financiamento de campanha. Não é possível continuar acreditando nesta lenda de que a população não aceita patrocinar campanha com dinheiro público. 
 
Todo mundo sabe que o financiamento privado, além de não ser totalmente privado, já que temos o fundo partidário no meio desse bolo, também aprisiona o candidato aos donos do capital. Uma vez eleitos, ficam submissos aos interesses dos grupos que os financiam. Mais da metade do plenário da Câmara dos Deputados hoje é formada por representantes de interesses privados. 
 
Além disso, essa forma de financiamento desequilibra o jogo, tirando da eleição quem não tem as mesmas capacidades de articulação com o empresariado. Sem ligação com os donos do capital, a maioria dos candidatos não consegue os recursos para colocar na rua suas campanhas, ou seja, é um sistema excludente. 
 
Como é o movimento sindical responsável pela formação política do trabalhador. Ele deve lutar para que haja uma tomada de consciência da necessidade de mudança deste sistema. Não de forma superficial, questionando nas ruas apenas demandas externas, mas aprofundando o debate. Só com essa tomada de consciência, a população vai superar essa visão rasa de que o meio político só tem pessoas de má índole. Atrairá assim pessoas novas, oxigenando esse mercado e, aos poucos, transformando o País. 
 
Mas a hora de agir é essa. 

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