Na semana passada, a coluna falou sobre a defesa equivocada do Sindicato dos Metalúrgicos em contratos de terceirização na Vale. O que chama a atenção é que o sindicato vai de encontro à orientação nacional do setor metalúrgico.
Entre os dias 26 e 28 de maio, representantes do Sindimetal-ES estiveram em um encontro nacional para discutir as estratégia para o mandato da Confederação que vai até 2019. Entre os temas debatidos estava o Contrato Coletivo Nacional de Trabalho, que é o sonho dos trabalhadores em geral. Mas quando chega aqui, faz diferente e defende terceirização.
O presidente do sindicato no Estado saiu do encontro defendendo que o encontro serve para nortear as ações em cada estado, mas pelo jeito a coisa não é bem assim. Deveria ser. A nacional deveria orientar todas as ações em nível nacional e cobrar das estaduais que sigam essas orientações, respeitando as autonomias, mas não deixando a coisa degringolar.
O sindicato tem que se focar nessa bandeira, no contrato coletivo nacional, para garantir as conquistas dos trabalhadores, que define as regras do contrato antes do trabalho começar. Se uma das partes não cumprir estará no contrato, tem que pagar.
Se o sindicato se focar nessa bandeira e brigar mesmo por isso, acabará com essa agonia de entra e sai de funcionários nas empresas, cria uma regra e protege o trabalhador e fortalece o próprio sindicato, que se mostra ligado às questões que mais sérias ao trabalhador.
Enquanto o contrato está firmado, o sindicato pode atuar na requalificação de mão de obra para garantir a permanência do trabalhador nas empresas, eliminando a desculpa da falta de qualificação, que justificaria demissões. Mas não basta apenas discutir isso em nível nacional. É preciso trazer a discussão para o chão da fábrica, ouvir os trabalhadores e arregaçar as mangas em nível regional para fortalecer a luta nacional.
Contrato Coletivo Nacional já!

