segunda-feira, março 16, 2026
21.9 C
Vitória
segunda-feira, março 16, 2026
segunda-feira, março 16, 2026

Leia Também:

Na expectativa

César Colnago (PSDB) encerra nesta quarta-feira (24) sua sétima interinidade à frente do governo do Estado. Mais uma vez, como a maioria das vezes que foi acionado para o cargo, ele teve uma passagem atribulada. Desta vez, enfrentou em embate duro com o deputado estadual Sérgio Majeski, seu colega de partido, há exatamente uma semana, na ocasião da prestação de contas do governo do Estado.
 
Mas se comparada à sua interinidade, no início de fevereiro, esta foi um céu de brigadeiro. Naquele momento, Colnago teve de lidar com a maior crise na segurança que o Espírito Santo já viu, com a população trancada em casa por mais de uma semana. Por causa do interminável inferno astral do governador Paulo Hartung (PMDB), Colnago vem apresentando uma situação diferente dos outros vices de Hartung.
 
Lelo Coimbra (PMDB) e Ricardo Ferraço (PMDB), que ocuparam o cargo de expectativa nos dois mandatos anteriores de Hartung, conseguiram se fortalecer, acumulando secretarias importantes – Lelo foi secretário de educação e Ricardo de Transportes e Agricultura –, que ajudou em seus projetos eleitorais.
 
Mas para Colnago a estratégia foi diferente. Ele está à frente do programa “Ocupação Social”, que a longo prazo pode até trazer algum resultado, mas no momento tem sido um projeto invisível. Nos bastidores, o tucano já teria jogado a toalha, afirmando que disputaria a Câmara dos Deputados. Mas uma recente declaração do presidente regional do PSDB, apostando em Majeski para a disputa à Câmara – o que não faria muito sentido, já que lá ele teria seu brilho diluído – deixa a coisa em suspensão. Afinal, Jarbas de Assis, presidente regional do PSDB, é aliado de Colnago.
 
O vice-governador pode acabar com um campo livre para disputar a eleição ao governo, se essa não for a única saída de Hartung. A disputa de 2018 parece cada vez mais complicada para o governador, que tem sua imagem arranhada com a crise da segurança e a delação da Odebrecht. Além disso, o foco de Hartung seria o Senado.
 
Mas para uma disputa ao governo, Colnago precisa aumentar sua musculatura. Ele vinha cumprindo as agendas externas do governo e também está participando de agendas ao lado do governador. Tirando o episódio com Majeski na Assembleia, a simpatia do vice ajuda em um projeto político para 2018. Essas movimentações de Colnago ainda não são suficientes para lhe dar a musculatura necessária para um projeto majoritário em 2018. Mas ainda há muito tempo até o início do processo eleitoral e muita água ainda vai passar por baixo da ponte.
 
Fragmentos:
 
1 – O prefeito de Linhares, no norte do Estado, Guerino Zanon (PMDB) se reuniu pela sexta vez com seu secretariado. A cada mês é necessário fazer ajustes para manter as contas razoavelmente equilibradas. “Não está fácil administrar com quedas sucessivas de receita e aumento pela procura dos serviços públicos. As pessoas continuam perdendo poder aquisitivo, e, cada vez mais se dirigem aos serviços ofertados pelo poder público. Mas, tenho fé e confiança que juntos vamos reverter este quadro”, diz o prefeito. 
 
2 – O deputado José Esmeraldo (PMDB) partiu pra cima do secretário de Educação, Haroldo Correa Rocha. Ele cobrou transporte para as crianças da localidade de Morrinho, em Cariacica. Disse que na prestação de contas do governador em exercício, César Colnago (PSDB), Haroldo lhe virou as costas. O deputado se dirigiu ao secretário como “covarde”,
 
3 – A deputada Luzia Toledo (PMDB) lembrou o tempo das “Masmorras de Hartung” ao elogiar o projeto de lei que abre credito especial para a Sejus, que será usado para construir mais presídios. Na época da crise foi o sobrinho dela, Bruno Toledo, então presidente do Conselho estadual de Direitos Humanos, que levou a denúncia sobre violações no sistema prisional à ONU.

Mais Lidas