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Nada a perder

Embora o mercado político considere a possibilidade de a senadora Rose de Freitas trocar o MDB pelo Podemos, do aliado e prefeito de Viana, Gilson Daniel, para assim garantir sua candidatura ao governo do Estado, há também um movimento que faz coro ao que ela tem defendido, de submeter seu nome à convenção do MDB, contra os interesses do governador Paulo Hartung. A constatação desse grupo é de que Rose deve aproveitar a “baixa” de Hartung e “pagar pra ver” a escolha dos delegados do partido, cuja previsão de votos, hoje, é considerada incerta. Essa disputa interna já poderia representar um desgaste para o governador, que ainda não mostrou a carta do jogo de 2018, mas tenta a todo custo, como em eleições anteriores, tirar a senadora do caminho. A candidatura de Rose ao governo, como ela já disse repetidas vezes, é uma meta antiga, e até hoje não houve momento mais propício do que o atual, com Hartung distante daquela condição de político intocável que tanto perdurou no Estado. Além do mais, a senadora não teria nada a perder. Caso seja derrotada por Hartung na convenção, ainda assim participará ativamente da campanha eleitoral, emprestando seu capital ao puxador do palanque de oposição, ainda em formulação. Estão desse lado do jogo, mexendo as peças para apresentar a Hartung o adversário mais combativo, o ex-governador Renato Casagrande (PSB) e o prefeito de Vila Velha, Max Filho (PSDB). Seja quem for o “cabeça” de chapa, é aí que Rose irá compor, caso fique pelo caminho na candidatura ao Palácio Anchieta. De todo jeito, tem “guerra”.
Alvo único
As declarações de Casagrande de que pode  não ser o candidato, se não for o mais competitivo do grupo no cenário, seria nesse sentido. A prioridade é garantir ameaça real à permanência de Hartung no governo.  
Escalação
Definindo o candidato, restará compor no Senado e nas proporcionais. Já estão no bolo, à espera de escalação, o deputado Sergio Majeski (de saída do PSDB), o ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas (PPS), e o deputado estadual Da Vitória (PPS).
Tudo e mais um pouco
Rose e Hartung estão dividindo até data de homenagem. Nesta quarta-feira (7), ele foi para Brasília receber a condecoração Ordem Nacional do Mérito Educativo, das mãos do ministro Mendonça Filho. Já a senadora foi homenageada com o “Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz”, entregue pelo Congresso Nacional, em referência ao Dia Internacional da Mulher.
Ilusão de ótica
A propósito, Hartung receber homenagem na área de Educação é mais que uma contradição. Tremenda piada de mau gosto.
Inseparáveis
E adivinha quem acompanhou Hartung no oba-oba e agenda em Brasília? Os mesmos de sempre: José Carlos da Fonseca Júnior, da Casa Civil, Octaciano Neto (PSDB), da Agricultura, e Haroldo Rocha, da Educação. Depois da festa, eles se reuniram como o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, o mais ruralista dos ruralistas. Ah, o deputado federal Lelo Coimbra (MDB) também completou o time.
'Cria'
No clima das redes sociais nos últimos dias, o deputado federal Givaldo Vieira fez uma provocação a Hartung no Facebook: “Diz ser cria do interior, mas já fechou mais de 40 escolas no ES, principalmente no campo, ameaçando o futuro de milhares de jovens nas comunidades rurais”.
Nova casa
Por falar em Givaldo, a confirmação da mudança para o PCdoB dá uma sobrevida ao projeto de reeleição do deputado na disputa deste ano. No PT, estava cercado por Helder Salomão e o ex-prefeito de Vitória, João Coser. Givaldo seria, no caso, a 'sobra'.
Sei não…
Coser, aliás, na carona da nota de Givaldo comunicando da mudança, resolveu divulgar sua própria nota, como presidente estadual do PT. Depois de manobrar para engolir o deputado federal, jurou “lamentar a decisão”. 
Cofre vazio
O prefeito de Barra de São Francisco, Alencar Marim (PT), gravou vídeo nas redes sociais para justificar o não pagamento dos salários aos servidores públicos, que deveria ter ocorrido nesta quarta. A administração municipal teve as contas bloqueadas em quase R$ 8 milhões, em processo do Ministério Público do Trabalho (MPT) que apontou irregularidades em contratações. A ação, diz ele, se arrastava desde 1998. 
Nas redes
“A bancada comunista na Câmara terá o reforço do deputado Givaldo Vieira (ES). O parlamentar se filiou ao PCdoB e promete agregar nas lutas em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores”. (PCdoB – no Twitter).
PENSAMENTO:
“São muitos os que usam a régua, mas poucos os inspirados”. Platão

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