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Segunda, 26 Outubro 2020

Nada será como antes

A um ano para o prazo de desincompatibilização das lideranças políticas que têm cargos ou mandatos e pretendem disputara eleição do próximo ano, o debate segue bastante adiantado e trazendo muita movimentação política para dentro dos partidos.



A dinâmica dos partidos e lideranças deixa claro para o mercado político que a disputa do próximo ano será bem diferente dos processos eleitorais anteriores. Nas eleições que aconteceram no governo Paulo Hartung, o processo eleitoral era definido antes mesmo de ser deflagrado.



Nas articulações de gabinete eram distribuídas as peças no tabuleiro eleitoral de forma que os espaços políticos fossem ocupados pelos aliados do sistema de unanimidade política comandado pelo ex-governador. Isso valia para as disputas majoritária e proporcionais.



Com o fim do governo Paulo Hartung e a ascensão de Renato Casagrande, a base política se manteve, mas a dinâmica política se alterou. O ex-governador não teria mais condições políticas de garantir a colocação das peças e o governador Renato Casagrande não interfere nas movimentações do mesmo partido, da mesma forma que seu antecessor.



Daí tanta confusão interna nos partidos neste momento. Até porque as movimentações nacionais podem influir ou justificar rearranjos locais. Enfraquecidos durante o governo passado, os partidos agora têm dificuldade para retornar às suas atividades de debate interno.



Mas o ex-governador Paulo Hartung também vem se movimentando. Apesar dos desgastes eleitorais que ele vem sofrendo desde que deixou o Palácio Anchieta e agora com as denúncias de improbidades em seu governo, ele começa a mandar recados ao mercado, por meio de seus emissários.



Caso Hartung decida disputar o Senado ou o governo do Estado, apesar de desgastado, deve trazer novos arranjos para os meios políticos. A expectativa é de que ele só decida se vai participar da eleição bem próximo do início do processo eleitoral de 2014. Até lá, muita água vai passar por debaixo da ponte.



Fragmentos:



1 – O presidente do Bandes Guerino Balestrassi tem se empenhado na viabilização da Rede no Estado. Mas se o partido não conseguir consolidar o número mínimo de assinaturas para a criação da sigla até outubro, o PSDB passaria a ser o caminho mais provável para que ele possa disputar a eleição do próximo ano.



2 – Quem também pode disputar a eleição pelo ninho tucano é o ex-governador Paulo Hartung. Seria um retorno que já vem sendo aventado desde que ele deixou o governo. Mas isso esbarra numa insatisfação interna com a aliança dos caciques com o ex-governador.



3 – A manobra do PSDB é de risco. O partido vive um momento de desgaste político muito grande e essa aproximação com Hartung pode não trazer o resultado que o partido espera para se reerguer no cenário político do Estado.

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