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Não colou

O ex-governador Paulo Hartung chegou ao governo em 2003 com o discurso do combate ao crime organizado, da faxina ética do Estado e entregou o Palácio Anchieta a Renato Casagrande em 2011 com o discurso da “casa arrumada”. Mas ao tomar posse, Casagrande achou uma gaveta cheia de contas sociais para pagar e um “colchão” que não era exatamente como o antigo dono da casa afirmava. 
 
Assumiu as dívidas, freou os investimentos e enfrentou uma série de dificuldades com cortes de recursos federais, mas aos poucos foi trilhando um caminho político e administrativo próprio. É verdade que também vacilou, mantendo práticas e agentes do governo passado em sua equipe. Também mostrou muito pouco trato na lida com a população. 
 
Paralelamente, enfrentou uma central de boatos de que era “fraco”, que não tinha o desempenho esperado pelo governo passado, que não tinha controle político do Executivo, e que faltava profissionalismo na gestão. 
 
Mas Casagrande deu uma acelerada neste terceiro ano de mandato e conseguiu reverter o desgaste inicial. O eco das ruas não afetou as movimentações, e a classe política, incluindo a base peemedebista, se recusa a sair de seu palanque. 
 
O fato e que hoje a situação é boa para Casagrande e ruim para Hartung. O ex-governador tenta pregar um discurso de excelência e tende a ficar o período eleitoral inteiro fazendo comparação entre o atual governo com suas realizações. 
 
Mas uma lupa sobre o governo Paulo Hartung vai mostrar poucos avanços na área social. De mais a mais, o eleitor não gosta de ser cobrado pelo voto dado, quer saber o que o candidato vai oferecer para o futuro. Para quem deixou o governo com um índice tão bom de avaliação, os três anos de planície diminuíram muito o capital político do ex-governador.
 
O discurso de excelência não convenceu e voltar a bater na tecla do crime organizado também não cabe, o rótulo não pega em Casagrande. Então, é preciso encontrar outro caminho de enfrentamento. A estratégia parece ser inflar seu capital para o Senado agora e esperar as movimentações futuras. 
 
Agora, se Casagrande conseguir atrair o senador Magno Malta (PR) para seu palanque, vai fica difícil enfrentá-lo na disputa eleitoral do próximo ano. 
 
Fragmentos:
 
1 – Na próxima quarta-feira (6) o membro da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, realiza em Vitória seminário com o tema “Universidade e luta de classes: os desafios da Reforma Agrária Popular”. 
 
2 – O evento será aberto à participação e terá início às 19 horas no auditório Manoel Vereza, no CCJE, Campus Goiabeiras da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
 
3 – Entre os deputados estaduais, a disputa para conselheiro do Tribunal de Contas (TCES) está mesmo entre Sérgio Borges (PMDB) e Cláudio Vereza (PT), com vantagem para o peemedebista.

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